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Banda Tenente Januário comemora 80 anos de atividades

banda formada em 1936 passou a adotar o nome de um de seus fundadores a partir de 1939

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Banda formada em 1936 passou a adotar o nome de um de seus fundadores a partir de 1939
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Banda formada em 1936 passou a adotar o nome de um de seus fundadores a partir de 1939

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Testemunha imaterial de uma história que não deixa de seguir seu rumo, a Banda Tenente Januário comemora seus 80 anos de existência nesta sexta-feira com uma apresentação na Sociedade Filarmônica de Juiz de Fora, a partir das 20h. No repertório, o grupo musical terá músicas de orquestras, tanto nacionais quanto internacionais. Para participar da comemoração, o ingresso é uma peça de roupa, que será doada para instituições da cidade.

Segundo o tesoureiro da banda (e ex-presidente), Maurício Guedes, a Tenente Januário mantém-se na ativa graças ao processo de renovação de seus integrantes, que atualmente é promovido pelo maestro Jorge Rômulo da Silva, que leva alguns de seus alunos da Casa de Anita para se juntarem aos antigos integrantes, formando um grupo entre 20 e 25 músicos para as apresentações. “Ele (maestro) tem feito um processo de renovação não apenas nos integrantes, mas também em relação ao repertório. Ele tem feito arranjos para músicas populares nacionais e internacionais, que entraram no nosso repertório”, explica Maurício, lembrando que tradicionalmente a banda executava dobrados militares, repertório tradicional de bandas, além de músicas religiosas e uma pequena parte de canções populares.

A apresentação desta sexta-feira, além de celebrar as oito décadas de atividade da banda, também vai homenagear o maestro Tim, morto em 2009 e que comandou a Tenente Januário por quase 20 anos. Maurício, porém, lamenta que o número de apresentações tenha diminuído com o passar do tempo. “Temos recebido apoio material da Funalfa para nossa manutenção, mas pelo número de integrantes dependemos de convites, pois é difícil promover uma apresentação por conta própria devido à nossa estrutura. Geralmente somos convidados para apresentações em cidades menores, como Lima Duarte, Olaria, Barbacena, para eventos como encontros de bandas e festas religiosas.”

Filho de Joaquim Vicente Guedes, um dos fundadores e segundo maestro da história da Tenente Januário, Maurício conta que a banda formada em 1936 inicialmente era ligada à igreja católica do Bairro São Mateus, desligando-se posteriormente da denominação religiosa mas mantendo o nome original. Com a morte de seu primeiro maestro, o tenente José Januário da Silva, o grupo adotou o nome que carrega até hoje em sua homenagem. “A Orquestra J. Guedes, surgida tempos depois, foi um desdobramento da banda, e ficou muito conhecida na cidade. Ela rivalizava com a orquestra do Mário Vieira, tocando em diversos eventos”, conta.

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Sendo um ano mais novo do que a Tenente Januário, Maurício Guedes nunca aprendeu a tocar qualquer tipo de instrumento musical, mas reafirma seu orgulho pela existência da banda e por poder auxiliar na sua continuidade. “Acompanho a história da banda desde a infância, ajudo a mantê-la por amor à musica, e espero que meu filho possa fazer o mesmo no futuro.”

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BANDA TENENTE JANUÁRIO

Nesta sexta-feira, às 20h

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Sociedade Filarmônica de Juiz de Fora

(Rua Oscar Vidal 134)

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