Amanhã não é Dias das Bruxas, mas a noite promete ser de arrepiar. Escuridão, trilha sonora assombrosa, caminhada macabra, pistas que levam ao desconhecido e seres assustadores. Para tentar driblar o medo, somente lanternas nas mãos. Em clima de terror, a partir das 18h, o Museu Mariano Procópio vai receber a meninada de 7 a 10 anos, para participar da "Noite no museu" com os educadores Laura Delgado e Cristiano Fernandes. A aventura vai começar já no portão, onde a garotada ouvirá histórias, como "Dum dum Cererê", "A noiva da Rua Alegre" e "Os figos da figueira". O próximo passo será seguir o rastro de personagens escondidas no bosque e no entorno dos prédios seculares.
"As histórias são todas da tradição oral e têm o poder de atrair as crianças, principalmente, por trabalhar o medo, inerente ao ser humano. O escurinho do museu vai potencializar a sensação de pavor, causando ainda mais arrepios", acredita Laura. "É preciso, ainda na infância, criar o hábito de ir a lugares como esse, fazendo com que, no futuro, o museu seja lembrado como um espaço de prazer e alegria", defende Fernandes.
A atividade, inspirada na "Noite europeia dos museus", faz parte da programação da 11ª Semana de Museus, realizada desde a última segunda-feira até domingo em 1.252 instituições de 535 cidades do país, segundo o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), responsável pela iniciativa. Com o tema "Museus (memória + criatividade) = mudança social", a semana abrigará também exposições, apresentação de capoeira, shows musicais e seminário.
"O objetivo é trazer o público para cá e despertar sua atenção para os projetos desenvolvidos pelos museus em benefício da comunidade, além de promover a integração de todas as instituições em um único sentido", comenta o diretor-superintende da Fundação Museu Mariano Procópio, Douglas Fasolato. Como as inscrições para a "Noite no museu" já estão encerradas, os interessados em entrar numa fila de espera devem ligar para o número 3690-2004.
Mais cedo, também no sábado, às 10h, o último dia da exposição "União Indústria: Uma estrada para o futuro", em cartaz no Espaço Cultural Correios, contará com apresentação de dança da Associação Brasil-Alemanha. A mostra é composta por fotografias e objetos do acervo do museu. Visita guiada, até domingo, ao jardim histórico do século XIX integra o roteiro. O telefone de agendamento é o 3690-2027.
Hoje, a instituição receberá atenção especial no III Seminário Interno do Laboratório de História da Arte, realizado na UFJF, como única atividade paga. As inscrições podem ser feitas diretamente no local. "Museu Mariano Procópio: colecionismo e cultura material" é o tema da mesa que terá início às 14h, seguida de palestras e debates. Entre os conferencistas, está Leticia Squeff, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que faz parte do conselho dos "Anais do Museu Mariano Procópio", ainda em fase de elaboração.
No domingo, a programação começa cedo e segue até o início da noite. Às 9h, o violinista Salim dará o tom do projeto "Pintura no parque", comandado pelos artistas Talarico e Pulika. Cada pintor deve levar o seu próprio cavalete e material. O set list vai do jazz à MPB. Em comemoração aos 125 anos da abolição da escravatura no Brasil, celebrados no último dia 13, as artes plásticas vão dar lugar, a partir das 10h, a 30 crianças da Associação Cultural de Capoeira Art-Vida.
O som do Samba Jazz Brasil Zil é a boa pedida para a tarde. Às 16h, o trio, formado por Jr Vanon (piano), Lineu Jr (contrabaixo) e Silas Rezende (bateria), dará uma prévia das canções do novo CD, que será lançado com apoio da Lei Murilo Mendes. "Pretendemos expressar algo brasileiro na essência e forte no ritmo", diz Vanon. "Samba Milb", "Nos trinks", "De camisola" e "Fantasya" são algumas das faixas que compõem o repertório 100% autoral. O grupo terá a participação especial de Joãozinho da Percussão. Aberta no dia13 deste mês, a exposição "Hipólito Caron – Homenagem aos 150 anos de nascimento" reúne, até 29 de maio, no Colégio Tiradentes, reproduções sobre telas de pinturas e textos do artista falecido em 1892.
