A Banda Arqueus lança neste domingo (17) o disco “8ª Ad Valorem”. A banda atua desde 1993 na cidade, misturando estilos que vão do rock progressivo até o pop, passando pelo hard e pelo rock nacional. O novo projeto foi iniciado em 2003, gravado em julho de 2017, mas só agora se torna disponível nas plataformas digitais.
O primeiro CD-demo da banda, intitulado “Lost in Green Garden”, foi lançado em 1996. Satisfeito com o trabalho, o grupo projetou possíveis futuros álbuns. O “8ª Ad Valorem”, entretanto, só foi tomar força em 2007, através de encontros entre os membros da banda, que se estimularam mutuamente. Para Luis Otávio, vocalista e compositor da banda, esse período contribuiu para que os integrantes originais tivessem a oportunidade de gravar o disco. A formação teve, além de Luis Otávio, Gustavo Riani (contrabaixo), Márcio Faza (teclados), Felipe “Romarim” Rosa (guitarra) e Douglas Gomes (bateria).
Luis Otávio compartilha a trilha não linear que culminou no lançamento de “8ª Ad Valorem”, já que as faixas nasceram em épocas diferentes, que acabaram convergindo nesse álbum. “Alguns trabalhos são antigos, como ‘Caminhos do Tibet’, que compus na década de 90; outros, começaram em 2003.” O músico explica que algumas das canções nem estavam no planejamento inicial do disco, mas foram se desenvolvendo com a contribuição da banda ao longo dos anos. “Foi o que aconteceu com a música ‘Cidade Fantasma’. Nosso baixista Gustavo Riani chegou com os acordes iniciais do baixo, que casaram com uma letra que já existia.”
Palco para música autoral e inspirações
“8ª Ad Valorem” refere-se a valor adicionado, “é aquela taxa cobrada dentro da tabela de fretes dos correios, que representa o custo do seguro do produto”, esclarece Luis Otávio. O valor do título, para o compositor, é uma crítica ao mercado musical. “O cenário atual, em sua grande maioria, é formado por músicas que não proporcionam conteúdos mais desenvolvidos.” Esse contraponto ideológico, para a banda, é um dos principais genes do disco.
O processo de trabalho “artesanal” é marcado também pelas expectativas do músico em relação ao projeto. “Não tivemos preocupação com o mercado, estávamos fazendo algo que tinha importância para nós mesmos.” Entretanto, ele afirma que o desejo de que a obra alcance e toque o público é grande: “estamos na torcida para que o disco possa ser apreciados por todos”.
