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ICB revive Som Aberto

Som aberto
Nos anos 1970, Som Aberto reunia estudantes da UFJF e atraia músicos do Brasil todo (Foto: Divulgação)
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Juiz de Fora vai ter a oportunidade de reviver um dos cenários que marcou a década de 70, durante a ditadura militar, nesta sexta-feira (16). Em busca de liberdade e como forma de contestação, o evento Som Aberto, dentro da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), reunia artistas tanto da cidade quanto de fora. E foram várias as bandas juiz-foranas que passaram por lá e são até hoje lembradas quando se toca o assunto, como a Vértice e a Pá. No evento desta sexta, organizado pelo Instituto de Ciências Biológicas (ICB), alguns dos integrantes poderão reviver esse momento – assim como o público. O Som Aberto será realizado no Anfiteatro A, a partir das 18h.

Luizinho Lopes, por exemplo, teve sua carreira iniciada no palco do Som Aberto, primeiro sozinho, tocando seu violão e apresentando três músicas. Logo depois, com o grupo Vértice, do qual era um dos fundadores, junto com Henrique Teixeira, Tadheu Grizendi, Rodolpho Tostes e Oscar Parrot. Em uma época, o grupo chegou a ter 12 componentes. Luizinho vai participar desta edição do Som Aberto a partir das 18h20, logo depois de Priscila Santos, seguido por Cacáudio, diretor do Cine-Theatro Central e professor da UFJF.

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Às 19h, se apresentam Estêvão Teixeira e Guto, dois representantes da banda A Pá, que abriu a primeira edição do Som Aberto, organizada por estudantes da universidade (inclusive Xico Teixeira, Guto e Márcio Itaboray) e liderada pelo então presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Ivan Barbosa. Nomes como João Bosco, João do Vale e Jaime Alem vieram a Juiz de Fora por causa do Som Aberto. Isso, consequentemente, estimulou o interesse dos juiz-foranos pela música. Outro nome fundamental da música instrumental da cidade, Márcio Hallack é quem fecha a programação, às 19h30.

Quem está organizando esta edição é o professor Henrique Teixeira, do Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia do ICB. Ele, que sempre esteve presente nas edições do Som Aberto, seja tocando ou acompanhando seus irmão, acredita que voltar com o evento é relembrar uma época importante da música da cidade, além de ser uma oportunidade para novos se apresentarem. A proposta é que, em 2023, o evento se torne uma extensão.

A Pró-reitoria de Cultura da UFJF, em 2016 e 2017, propôs uma ampliação do Som Aberto, ocupando a Praça Cívica da instituição e convidando, também, nomes da cidade e do Brasil.

Confira a programação:

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Priscila Santos – 18h
Luizinho Lopes – 18h20
Cacáudio – 18h40
Estêvão Teixeira e Guto – 19h
Márcio Hallack – 19h30

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