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Do rock ao blues, e com muito groove

primeiro album do la macchina promove um encontro do rock e do blues com a black music com 11 faixas cantadas em ingles

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Primeiro álbum do La Macchina promove um encontro do rock e do blues com a black music, com 11 faixas cantadas em inglês
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Primeiro álbum do La Macchina promove um encontro do rock e do blues com a black music, com 11 faixas cantadas em inglês

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Das interseções entre o rock, blues, um cadinho de jazz e a música negra norte-americana fez-se o som do quarteto juiz-forano La Macchina, que realiza, nesta quinta-feira, no Muzik, o show de lançamento do seu primeiro álbum. Para celebrar o evento, o quarteto formado por Alvaro Rosa (vocal), Gutto Ribeiro (contrabaixo), Hugo Schettino (guitarra) e Hélcio Leão (bateria) vai contar com as participações especiais de Pablo Garcia (teclado), Júlia Stanzani e Laura Januzzi (backing vocals), Pedro Crivellari (bateria) e de Ronaldo Kelvin, ex-guitarrista da banda e que participou da gravação do disco. No repertório, as canções do trabalho de estreia e releituras para músicas dos Rolling Stones, Prince e The Police.

O álbum, gravado entre março de 2015 e janeiro deste ano em estúdios de Juiz de Fora e São João Nepomuceno, tem apoio da Lei Murilo Mendes e é 100% autoral. Segundo Alvaro Rosa, a sonoridade do grupo vem mudando continuamente desde o EP lançado pelo La Macchina, em 2012, mas tudo de forma orgânica. “Eu costumo dizer que a banda passou por eras como o planeta Terra, como eras glaciais, vulcânicas (risos). Com a entrada do Hélcio, este ano, já tivemos outros avanços, tentamos incluir teclados nas canções, o resultado de tudo é muito diferente do que vínhamos fazendo desde o início.” Com isso, a sonoridade mais identificada com o rock e o blues do início da banda, em 2009, foi ganhando outras tonalidades, com destaque para a black music americana que – junto aos outros dois estilos – forma a trindade sonora de “La Macchina”.

E é por conta disso, explica o vocalista, que a banda manteve a postura de remar contra a corrente e ter todas as músicas cantadas em inglês. “Para nós é só uma escolha de sonoridade, que acreditamos ser mais próxima do som que fazemos. Hoje estamos a fim de cantar em inglês, mas isso pode mudar para o próximo disco tranquilamente”, diz Alvaro. “Buscamos ser cosmopolitas, ser de lugar nenhum, mas não quer dizer que não somos brasileiros.” O baterista Hélcio Leão vai além. “Dá para perceber que há uma influência brasileira nos arranjos, que têm mais suingue.”

Sobre a barreira que pode existir para quem não domina o idioma de Robert Johnson, Alvaro dá a dica. “Costumo dizer que sou uma fofoqueira na janela (risos), que conta a vida de várias pessoas. Mas eu conto o milagre, e não o santo. Nisso daí tem muita inspiração do jazz cantado por Chet Baker, o romantismo dos anos 30… Tem música sobre fim de namoro, de problemas do músico com empresário, até mesmo histórias passadas na Rua Halfeld.”

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Atualmente, os integrantes da banda definem a sonoridade do La Macchina como RGB (Rock Groove Blues), fruto das diversas influências de cada um, que segundo eles vão do rock ao metal, podendo passar pelo jazz, blues, soul music e outras bossas musicais. “Cada um traz coisas diferentes, pode ser Stevie Wonder, Beatles, Rolling Stones”, lista Guto Ribeiro. “Há coisas novas também, como o Alabama Shakes, e nomes que começamos a ouvir depois da gravação do disco, como Artur Menezes e Cristiano Crochemore”, acrescenta Alvaro.

O La Macchina já prepara a divulgação do trabalho de estreia, batalhando as redes sociais e gravando versões “ao vivo no estúdio” que serão disponibilizadas no canal da banda no YouTube, onde todas as faixas do disco já estão disponíveis para audição. O primeiro vídeo, inclusive, deve cair na rede já na sexta-feira. Além disso, o álbum pode ser conferido na página do grupo no SoundCloud e no site www.lamacchina.info, com direito a download gratuito. “Queremos que nosso som chegue ao maior número de pessoas”, declara Alvaro. “Vamos levar nosso som embora, sabemos que podemos ir além de Juiz de Fora. Estamos procurando, principalmente, participar de festivais em outras cidades.”

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Até o projeto se tornar realidade, a banda já tem show agendado para o dia 3 de julho no Canto da Mata e vai participar, no dia seguinte, do Festcem 2016 Clube da Esquina, em Leopoldina, onde vai apresentar a releitura de uma música de Fernando Brant, artista homenageado este ano pelo evento.

LA MACCHINA

Show de lançamento do álbum ‘La Macchina’

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Nesta quinta-feira, às 21h

Muzik

(Rua Espírito Santo 1.081)

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