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Galeria Hiato volta a reunir novos artistas na coletiva ‘Carne fresca’

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Ao longo de três anos, a Hiato – Ambiente de Arte investiga a produção contemporânea local e coletiva por meio do edital Carne fresca, que prevê a seleção de jovens artistas para uma exposição homônima. O que ainda não era explorado pela cidade aduba e renova as brancas paredes da galeria, destaca o artista plástico e coordenador do local Petrillo, que, ao lado dos artistas plásticos Eduardo Borges e Ricardo Cristofaro, selecionou, este ano, 13 trabalhos para a nova mostra, aberta nesta sexta, às 20h.

Inspiradas em versos de Adélia Prado – a exemplo de Eu sempre sonho que uma coisa gera, nunca nada está morto -, as obras de Ana Luisa Affonso, Camila Rezende, Cipriano, Filipe Matias, Frederico Lopes, Gabriel Patrocínio, Guilherme Melich, Gustavo Machado, Jefferson Steinner e Julia Milward, Letícia Vitral, Lilian Medeiros, Pedro Salim e João Carlos Ferreira e Rodrigo Souza integram a lista. Da pintura à instalação, passando pela fotografia e pelos objetos, a exposição, de acordo com Petrillo, propõe os variados suportes que servem às investigações atuais. A poesia, que servia como ponto de partida, se apresenta como resultado em todas as peças, diz.

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Os artistas, para Ricardo Cristofaro, apresentam o fazer artístico em duelo com o mundo em que vivem. O espectador é muito relevante para essas obras, aponta. Eduardo Borges enfatiza a difícil tarefa de definir os nomes em meio às 22 inscrições obtidas esse ano. Os 13 trabalhos conversam entre si. Há uma leitura interessante do que estamos fazendo no momento, justifica Borges, lembrando mais um verso de Adélia Prado. O que não parece vivo, aduba (do poema Leitura).

Destaque para os estreantes, como Camila Rezende. Resíduos industriais serviram-lhe de tinta para tingir a tela, que ainda esteve aos pés dos operários, numa proposta de quase coautoria da obra. Cipriano, nome artístico adotado pelo jornalista Cristiano Rodrigues, utiliza-se de coadores de café usados e da borra do próprio café para refletir sobre a identidade mineira. O que sempre vai produzir o sentido é o diálogo da atitude humana com as materialidades, as texturas e as cores dos objetos, tudo permeado e mergulhado na cultura e na experiência emocional de quem se dispõe a tomar a atitude de transformação, conclui Cristiano.

CARNE FRESCA 2012

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Abertura nesta sexta, às 20h. De segunda a sexta, das 9h ao meio-dia e das 14h às 18h, sábados, das 9h às 13h. Até 9 de junho

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Hiato – Ambiente de Arte

(Rua Coronel de Barros 38 – São Mateus)

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