
Coelha policial e raposa malandra terão que lidar com problemas tipicamente humanos para desvendar uma série de crimes na nova produção da Disney
Principal lançamento desta semana nos cinemas, “Zootopia – Essa cidade é o bicho” tem como pilares fundamentais três fórmulas já conhecidas do entretenimento audiovisual. Um deles é o uso de animais falantes, que faz sucesso desde os desenhos de Mickey Mouse, Pernalonga e afins, aliado a uma trama policial em que duas personagens de personalidades completamente diferentes precisam se unir para desvendar um crime. E o tom leve que a Disney – estúdio responsável pela animação – sempre gosta de imprimir em seus produtos, aliado à eterna necessidade de uma “moral da história”, que no caso do longa da dupla Byron Howard (“Enrolados”) e Rich Moore (“Detona Ralph”) pode ser resumido assim: você deve insistir em seus sonhos, não importa sua origem, tamanho e o que pensem de ti.
A trama de “Zootopia”, por isso mesmo, não é das mais intrincadas. Trata-se de um mundo onde não existem seres humanos, e todos os animais – antropomórficos – vivem de forma relativamente harmoniosa em sociedade. São leões, girafas, elefantes, rinocerontes, porcos, alces, bichos-preguiça – que são protagonistas de uma das partes mais engraçadas do filme – repetindo o nosso cotidiano, retratado de forma cômica na animação. E a mais nova integrante da cidade de Zootopia é a coelha Judy Hopps, que deixa a fazenda onde vivia com os pais e seus 275 irmão para realizar o sonho de ser policial.
A vida da jovem coelhinha não é fácil. Devido ao pequeno tamanho, nenhum coelho jamais foi aceito na polícia da cidade, e Judy precisa ralar muito para ser a primeira da espécie a ser aceita na força policial. Apesar de ter as melhores notas da sua turma, ela sofre com o preconceito e chacota dos colegas e do seu chefe, que ignora suas qualidades e a coloca como guarda de trânsito. A chance de mudar a situação vem com o desaparecimento inexplicável de inúmeros mamíferos, que se torna o grande mistério da cidade. O chefe de polícia, a contragosto, aceita a dar o caso para Judy, mas com uma exigência: ela precisa resolver o caso em apenas 48 horas, senão será demitida.
A ajuda para a coelha virá de onde menos poderia esperar: Nick Wilde, uma raposa malandra e trapaceira, se envolve no caso porque foi a última pessoa a ver um dos animais desaparecidos, e fica se equilibrando no papel de testemunha e suspeito. Se no início o longa está mais próximo de um “Monstros S.A.” devido às comparações bem humoradas com nosso mundo, à medida que a história se desenrola “Zootopia” fica mais próxima de um suspense policial, envolvendo uma conspiração com uma descoberta surpreendente, mas sem perder o clima “feito para crianças” que a Disney preza há tantas décadas. As citações a “O poderoso chefão” e “Breaking bad” devem ajudar os adultos a se divertirem ainda mais durante os cerca de 90 minutos de projeção.
‘ZOOTOPIA’
UCI 2 (dub): 13h15. UCI 3 (dub): 13h e 17h40. UCI 3 (3D/dub): 15h20 (todos os dias) e 20h (exceto quarta-feira). Cinemais 4 (3D/dub): 14h20, 16h30, 18h50 e 21h
Classificação: livre

