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Fora da avenida

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Juiz de Fora pode não ter desfile de escolas de samba no carnaval de 2016. A decisão foi tomada em caráter unânime pelas 13 agremiações locais em assembleia realizada na última segunda (13), depois do anúncio da Prefeitura de que a verba destinada às escolas do Grupo A cairia de R$ 63 mil para R$ 22 mil, o que representa 65% de redução no montante.

Em entrevista à Tribuna, o vice-presidente da Liga das Escolas de Samba (Liesjuf), Marcos Tadeu, afirmou que, com a diminuição do valor do repasse, o desfile fica inviável para as escolas. “Estamos solidários à cidade de Juiz de Fora neste momento de crise econômica. Se for melhor para a cidade que o dinheiro seja investido em setores que necessitam da verba com mais urgência, ficamos tristes por não podermos desfilar, mas entendemos e apoiamos.”

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Marcos acrescentou que, para evitar que a situação se repita em 2017, a Liesjuf fará uma contraproposta à Prefeitura, que visa a dar maior autonomia financeira às escolas. “A ideia seria usar a verba que a Prefeitura destinaria aos desfiles para que as quadras pudessem ser reabertas de acordo com as especificações dos Bombeiros e outros órgãos. A PJF poderia organizar uma comissão para verificar as demandas de cada quadra e repassar a verba de acordo. Com isso, as quadras estariam aptas a realizar eventos que pudessem arrecadar dinheiro e assegurar o desfile de 2017 sem depender exclusivamente do repasse da Prefeitura”, disse o vice-presidente, informando que a Liesjuf pretende se reunir com a Funalfa até o fim desta semana para apresentar a proposta. “Vamos propor ainda que a Prefeitura incentive a realização de projetos sociais nas quadras, o que seria não apenas para as agremiações, mas também para a comunidade em que estão instaladas.”

A Tribuna entrou em contato com a Funalfa, que ainda não foi notificada em caráter oficial sobre a decisão da Liesjuf e informou que aguarda o comunicado para avaliar seu conteúdo e emitir um posicionamento.

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