Ícone do site Tribuna de Minas

Marrom de tirar o chapéu

PUBLICIDADE

"Juiz de Fora que me aguarde." É com essa promessa que uma das vozes mais consagradas da música brasileira anuncia seu retorno à cidade. No show "Duas faces", Alcione reúne grandes sucessos de sua trajetória musical, comemorando 40 anos de vida nos palcos. "É muito prazeroso revisitar o que a gente já gravou de bonito, é duas vezes gostoso. Sou agradecida a Deus por ter alcançado tudo isso, ao longo desses anos. Embora eu tenha trabalhado muito, também sei que uma dose de sorte e bênção nunca é demais", conta a artista, por e-mail, à Tribuna.

Na turnê quarentona, Marrom mescla o repertório de "Duas faces – Jam session" e "Duas faces – ao vivo, na Mangueira", ambos registrados em CD e DVD com o cardápio musical típico da cantora, temperado com samba, levadas românticas e, invariavelmente, o vozeirão carregado de sentimento. "Meu estilo pode ser todos, por eu me inspirar naquilo que me toca. Canto o que gosto, simplesmente isso, sem pensar que tal música é um samba, uma canção romântica, jazz ou forró. O importante é me emocionar de alguma forma."

PUBLICIDADE

"Duas faces" também é marco de uma importante transformação na carreira de Alcione, a criação de seu próprio selo fonográfico, "Marrom music", que fará a distribuição do álbum em parceria com a gravadora Biscoito Fino. "É mais responsabilidade, uma luta maior, porque essa história da "distribuição do disco" ainda me estressa um pouco." Como prevê o nome do disco, o aumento do trabalho também tem outra face, grande fonte de prazer e realização para a cantora. "É fazer aquilo que você mais gosta e ter esse respeito desse público, que me segue até hoje."

 

A paixão pela música vem de muito cedo, desde os tempos em que, ainda menina em São Luís, no Maranhão, Alcione ficava atenta a cada gesto do pai, mestre de banda da Polícia Militar. "Isso influenciou muito na minha formação como artista. Aprendi com meu pai a ler as notas musicais, solfejo, teoria, a tocar instrumentos de sopro como o clarinete e, principalmente, a respeitar a música como profissão", conta ela, a quarta de nove irmãos.

Intérprete de canções que viraram hinos na ponta da língua dos fãs, como "Meu ébano", "Estranha loucura" e "Não deixe o samba morrer", Marrom preserva o mesmo entusiasmo com os palcos que já demonstrava em sua primeira apresentação, aos 12 anos, com a Orquestra Jazz Guarani, regida por seu pai. "Continuo gostando de todas as apresentações e estilos, sou festeira e gosto de alegria. Baixo astral nunca!" Reforçando sua promessa neste espírito, Alcione garante, como versa um de seus maiores sucessos, que há de "virar a cabeça" dos juiz-foranos. "Vamos fazer uma festa com tudo que eles gostam e, com certeza, teremos um grande encontro."

PUBLICIDADE

 

 

PUBLICIDADE

Hoje, às 23h

 

La Rocca

PUBLICIDADE

Avenida Deusdedit Salgado 2.400

Sair da versão mobile