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Diário de bordo

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Quem pensa que a Holanda se resume somente a Amsterdam, se tiver tempo e disposição, vai se surpreender – e muito. Por ser um país pequeno, é fácil e prático conhecê-lo de trem ou tram (uma espécie de bondinho), que faz o transporte entre cidades próximas e no próprio

centro de Amsterdam. A língua oficial é o holandês, mas a gente consegue se virar muito bem com o inglês. De tram, conheci Den Haag, que aqui no Brasil é conhecida como Haia, terceira maior cidade do país (depois de Amsterdam e Roterdã). Lá está a sede do governo holandês e o Palácio da Paz, conhecido como sede do direito internacional, uma área neutra juridicamente, onde ocorrem os maiores e mais importantes julgamentos mundiais.

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Ainda de tram, parti para uma belíssima cidade praiana chamada Scheveningen, super charmosa, onde no início da primavera até o fim do verão são montadas uma mega estrutura na areia da praia com quiosques, restaurantes e lounges chiquérrimos! Lá também consegui matar a saudade da comidinha brasileira, num rodízio de churrasco com direito a garçons brasileiros, samba e show de mulatas.

Vale a pena também conhecer Leidschendam, cidadezinha que abriga os famosos (e antigos) moinhos holandeses, cartão-postal do país. Em Delft, onde fiquei hospedada durante toda minha estadia na Holanda, me senti uma verdadeira local, íamos ao mercado, à farmácia e a passeios, tudo isso pedalando! As bicicletas dominam o cenário onde quer que você vá, o sistema de sinalização, pistas e a educação da população favorecem essa pratica. Delft é uma cidade bucólica, cortada por canais (como a maioria das cidades na Holanda), onde não é raro visualizar famílias de patos e gansos passeando livremente por entre bicicletas e pedestres, e uma praça com uma catedral principal com varias lojinhas de souvenir que valem muito a pena visitar.

De trem, conhecemos Amsterdam. Não se trata somente de drogas e prostituição (apesar de ambos serem liberados). É uma cidade moderna e ao mesmo tempo com muita história. Possui diversos museus para quem curte arte, como o Van Gogh, Rijksmuseum, Anne Frank, Museu do sexo, e o imperdível Heineken Experience, da marca de cerveja homônima. O famoso Red Light District não pode faltar no roteiro: o bairro dedicado a diversão adulta, tem diversas vitrines onde as mulheres se oferecem como mercadoria, a luz do dia, mas consegue ser ao mesmo tempo incrivelmente tranquilo e respeitoso. E claro, para finalizar o tour, não pode faltar uma fotinha no monumento I AMSTERDAM.

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