Ao observar a enigmática velocidade do mundo, a pesquisadora em dança e movimento Christine Sílmor não se entusiasma. Tampouco se desespera. Deixo acontecer, sentencia. Sou uma pessoa calma, lenta. Com esse jeito, faço muita coisa. Em sua lista de tarefas diárias, a dança aparece de diversas maneiras: no mestrado em comunicação e semiótica da PUC de São Paulo, na direção da Companhia Ekilíbrio e no trabalho na Secretaria de Educação. A arte está presente em tudo o que faço.
Sempre foi assim. Quando morou em Recife (PE), durante a adolescência, Christine vivenciou as danças populares da região. Por conta disso, seu caminho artístico se distanciou das ações padronizadas, demonstradas por professores e repetidas por alunos. A rigidez da técnica me trazia inquietação constante. Influenciada pela norte-americana Isadora Duncan e pelo pesquisador húngaro Rudolf Laban, a artista buscou o desenvolvimento de uma dança em que todos pudessem se expressar. Assim nasceu, em 1998, a Companhia Ekilíbrio, baseada em uma filosofia inclusiva.
Admiradora do trabalho do ator local Marcos Marinho e das músicas da Banda Matilda, a pesquisadora opta por programas culturais quando tem um tempo livre. Também cultiva costume peculiar: tenho um fascínio em observar o movimento das pessoas. Para Christine , a dança é a arte que proporciona autoconhecimento e comunicação com o mundo.
Filme
Como estrelas na Terra – toda criança é especial, de Aamir Khan
Esse é um filme que amplia o nosso olhar sobre a arte e o outro, sugere muitas reflexões e mudanças de atitude
Livro
O corpo – pistas para estudos indisciplinares, de Christine Greiner
O livro tem como proposta oferecer ao leitor um deslocamento conceitual que permita testar novas paisagens
CD
Corpo do som, do Grupo Barbatuques
Música corporal para embalar nossos ouvidos
Exposição
29ª Bienal de São Paulo, do Museu de Arte Moderna Murilo Mendes
Um presente que a cidade ganhou. Oportunidade de conhecer um pouco do que acontece nos grandes centros culturais
Grupo de dança
Companhia Gira Dança
A companhia potiguar, criada pelos bailarinos Anderson Leão e Roberto Morais, desenvolve um trabalho instigante e autêntico
Site
idanca.net
Traz muita informação sobre o mundo da dança
Frase
Gente é como nuvem, sempre se transforma, de Angel Vianna
