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Igualzinha à de todo mundo

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Ela se tornou um fenômeno justamente por ser igual a todas as outras. Dona Hermínia, personagem que o ator Paulo Gustavo (o cabeleireiro Renée da série "Divã") interpreta há seis anos, tem nome e endereço próprios, mas podia morar na casa de qualquer espectador, atendendo ao chamado de "mamãe". O carisma dessa mulher de meia idade que vive para os filhos já atraiu mais de 600 mil espectadores aos teatros de diferentes regiões do país e rendeu a seu intérprete uma indicação ao Prêmio Shell. No domingo, é a vez de os juiz-foranos conhecerem essa senhora na apresentação única do espetáculo "Minha mãe é uma peça" no Cine-Theatro Central.

A relação de identificação do texto é resultado das observações de Paulo Gustavo, que usou manias e frases impagáveis de sua própria mãe para criar sua personagem. O próprio ator, entretanto, faz questão de esclarecer que não se trata de uma cópia, mas de um apanhado de figuras maternas que teve oportunidade de conhecer, mulheres que podem ter origens diferentes, mas que se igualam nos aspectos mais engraçados e comoventes. "Dona Hermínia é uma figura adorável. As pessoas saem do teatro com a sensação de já a conhecerem de algum lugar. Ela é uma figura comum, possível, daí essa identificação do público", comenta. Assumidamente observador, o intérprete admite que mantém as antenas ligadas quando anda pelas ruas. "Acho que todo lugar tem personagem. Se estivermos atentos, encontramos ótimas inspirações", diz o ator em entrevista por e-mail à Tribuna.

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No boca a boca

A peça tornou-se um dos recentes fenômenos do teatro carioca, tendo o boca a boca do público como combustível. "Quando percebi, estava fazendo teatro de terça a domingo, com direito a duas sessões. Em pouco tempo, estava num teatrão de 500 lugares. Depois disso, cheguei a me apresentar algumas vezes em casas de show de até três mil lugares no Rio. Foi o máximo", comemora.

A popularidade de Dona Hermínia abre especulações para possibilidades futuras, a exemplo do que aconteceu com personagens da peça "Cócegas", da dupla Heloísa Perissé e Ingrid Guimarães. Segundo Paulo Gustavo, sua criação já tem futuro definido na telinha. "Por enquanto, não teremos um programa só dela. Mas ela vai ganhar um quadro dentro de um programa que estou escrevendo para o ‘Multishow’." Enquanto a atração não estreia, o comediante pode ser visto na TV aberta como o cabeleireiro Renée, da série "Divã". Aliás, trata-se de outro bom exemplo de como um personagem pode crescer nas mãos de um ator talentoso. Suas cenas com Lília Cabral estão entre as mais divertidas do filme e garantiram destaque para o personagem na versão televisiva. "Eu me divirto muito fazendo meus personagens e, consequentemente, faço o espectador se divertir também. Gosto de fazer comedia e sou feliz na minha profissão. Acho que tudo isso pode contribuir", sintetiza.

MINHA MÃE É UMA PEÇA

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Domingo, 19h30

Cine-Theatro Central

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(Praça João Pessoa s/nº)

 

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