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Faltou pouco

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Ao longo de um mês, a 11ª edição da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança reuniu 14.100 espectadores. O resultado se aproximou do esperado pela diretoria da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Juiz de Fora (Apac/JF), promotora do evento por aqui ao lado do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas (Sinparc/MG). A meta era contabilizar 15 mil pessoas e ultrapassar os números do ano passado: 14.115. Faltou pouco. O presidente da Apac, Cristiano Fernandes, afirmou estar satisfeito com o cenário, que incluiu o aumento de preço de R$ 5 para R$ 6. Tivemos uma média de três mil ingressos vendidos por semana, comentou, destacando também o retorno da dança e a presença do teatro de rua nas 101 sessões deste ano. Em 2011, foram 80.

Ao todo, 37 espetáculos teatrais (23 adultos, dez infantis e quatro de rua) e um de dança estiveram na maratona, iniciada no dia 12 de janeiro e encerrada na última segunda, com uma reunião de avaliação. A Orquestra de Jazz do Pró-Música abriu a noite com um show aplaudido por atores e bailarinos (não muito numerosos, diga-se de passagem). Nossa intenção foi fazer um encerramento que tocasse os artistas, assim como eles tocaram o público nos teatros, salientou o presidente da Apac. Apesar de não contar com premiação do júri popular, como em anos anteriores, esta edição foi bem avaliada pelos espectadores, segundo os participantes da reunião. Como assegurou o Padinha (Pádua Teixeira, produtor executivo do Sinparc), não houve sequer uma reclamação no trailer. Somente elogios, disse Fernandes. Outros destaques, conforme os presentes, foram o Bazar Teatral – que deve acontecer em outras datas neste ano – e o seminário Os caminhos do teatro e da dança em Juiz de Fora.

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Uma constatação, porém, assustou os artistas: o público infantil vem caindo a cada ano. De acordo com Cláudio Ramos, que esteve em cartaz com Aladdin, sua plateia costuma ficar mais cheia fora da campanha, principalmente por conta da divulgação nas escolas – que, em janeiro, estão fechadas. O engraçado é que as crianças estavam nas peças adultas, acompanhando os pais, analisou Ramos. Segundo Cristiano Fernandes, a média de ocupação do Teatro Pró-Música nas montagens para os pequenos foi de 200 lugares. No geral, contando adultos e infantis, a taxa de lotação dos espaços foi de 70%.

Pensando na formação de público, a Apac pretende realizar um festival de teatro infantil em julho, com apoio da Funalfa. Se não investirmos nesses espectadores, como ficaremos?, perguntou Cristiano. Anderson Ferigate, vice-presidente da associação, acrescentou que também serão firmadas parcerias com a Secretaria de Educação.

Outro tema, mais administrativo, tomou boa parte dos debates. A nova diretoria da Apac, eleita no fim ano passado, enfrenta questões burocráticas para receber o patrocínio de R$ 10 mil oferecido pela Funalfa. Com documentação irregular desde 2007, a associação precisa acertar todos os pontos para conseguir receber da Prefeitura. O problema é que esse processo é demorado. Enquanto isso, os fornecedores ficam esperando, comentou Fernandes. Segundo a atriz e advogada Márcia Mello, integrante dos grupos Criarte e Teatrando, os afiliados à Apac devem estar atentos e, a partir de agora, cobrar anualmente os ajustes. Só assim, a associação poderá, por exemplo, entrar em editais de leis de incentivo, completou Adryana Ryal, diretora da Cia. Teatrando.

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