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Felipe Juan lança websérie musical ‘Eu canto é Funk’

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Felipe Juan lança websérie musical 'Eu canto é Funk'
FELIPE JUAN tem 20 anos, duas músicas autorais bem sucedidas no YouTube e agora lança versões de Claudinho e Buchecha, MC Marcinho e MC Sabrina (Foto: Tiago Machado/Divulgação)
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O cantor juiz-forano Felipe Juan lança nesta sexta-feira (15) seu projeto acústico “Eu canto é funk”. Na websérie, gravada no Teatro Paschoal Carlos Magno, o jovem produziu suas próprias versões de três funks de sucesso, de Claudinho e Buchecha, MC Sabrina e MC Marcinho. Os vídeos serão disponibilizados em seu canal no YouTube, em três partes, a primeira nesta sexta, às 18h. Além das músicas, o lançamento cobre também a trajetória do jovem artista.

A primeira parte da websérie conta o início da história de Felipe Juan, e outros dois vídeos sairão nas semanas seguintes, sempre na sexta-feira. As músicas escolhidas foram “Nosso sonho” (Claudinho e Buchecha), “Dessa vez” (MC Sabrina) e “Tudo é festa” (MC Marcinho). Segundo Felipe, a ideia é mostrar versatilidade. “Eu quero quebrar essa barreira imposta pelas pessoas de que cantores de funk não sabem cantar, não sabem falar nem se comportar”, aponta.

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“Essas músicas que eu escolhi marcaram a minha infância e minha vida. Têm um sentimento e uma memória afetiva. A escolha foi relembrar os momentos bons da minha vida, do passado e que só me remetem a coisas boas”, ressalta Felipe.

Gravar em um teatro da sua terra natal foi um dos desejos do cantor, que queria um local sofisticado para montar o projeto acústico. “É um espaço onde eu acho que o funk não vai, a galera da periferia não pisa muito nesse ambiente. Quero levar o funk para outras classes e para o teatro mesmo. Teve uma harmonia do acústico, a questão da voz, do violão, uma coisa mais calma e mais simples.” A primeira música a ser lançada será “Nosso sonho”, seguida de “Tudo é festa”, no dia 22, e “Dessa vez”, no dia 29. Acompanham Felipe o tecladista Léo Magela e o violonista Daniel Honorato.

História no funk

Morador do Bairro São Pedro, na Cidade Alta, Felipe Juan tem 20 anos e sempre participou do coral da igreja. A principal influência musical foi seu avô, que tocava violão em casa. Após se apaixonar pela música, o cantor decidiu estudar e se dedicar ao seu sonho. Em novembro de 2018, lançou seu primeiro funk melody, intitulado “Mexendo o bumbum”, que obteve quase 7 mil visualizações no YouTube.

“Depois da boa receptividade do público, entrei em estúdio em 2019 para dar continuidade às outras músicas. E consegui lançar no começo de 2020 um brega funk chamado ‘Movimento dessa raba’. Depois disso veio a pandemia, não consegui dar continuidade aos projetos, fazendo um replanejamento de lançamento para esse ano”, destaca o cantor. “Movimento dessa raba” já passou da casa das 7 mil visualizações.

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Mesmo produzindo canções autorais, Felipe decidiu levar para o projeto “Eu canto é funk” músicas conhecidas do público. A ideia é mostrar que ele conhece os nomes do funk e que não começou no ramo agora. “Para mim não adiantava gravar as minhas músicas, achei que seria interessante ter um conteúdo a mais. Quero que a galera vá no meu canal e não veja só músicas minhas, quero que eles me escutem cantando outros tipos de canções, fazendo algo que não é muito explorado no funk, como a voz e o violão”, destaca. “Por ser preto e cantar funk, eu tenho que mostrar cem vezes mais que sei fazer e que sei cantar, porque automaticamente as pessoas me remetem de burro.”

Projetos futuros

Felipe ao lado do tecladista Léo Magela e o violonista Daniel Honorato (Foto: Reprodução/Divulgação)

Felipe não tem gravadora e segue independente. As dificuldades, de acordo com ele, são inúmeras e, por isso, ele cuida de toda parte burocrática da sua carreira. “Ser artista independente em Juiz de Fora e no Brasil é muito difícil. A gente tem que ficar correndo atrás de tudo, não temos um suporte financeiro e uma equipe gigante para nos auxiliar”, lamenta. Sobre representatividade na música, Felipe aponta as dificuldades vivenciadas por conta da sua cor de pele. “Preconceito eu sofro desde sempre, as pessoas ficam duvidando da minha capacidade por conta disso. E se eu falo que eu canto funk, as pessoas ficam espantadas. O racismo está sempre aí, mas quero me reafirmar nesse projeto, porque essa é a minha raiz”, destaca.

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Para o próximo mês, Felipe Juan (no Instagram, @eufelipejuan) está planejando o lançamento de um novo EP, “Meu funk”, que contará com três músicas autorais. São funks “diferentes”, com as variações melody, pop e 150 bpm, anunciando a versatilidade que o artista pretende perseguir em sua nascente carreira.

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