Para Ingrid – formada pelo Hotel Escola Senac Grogotó, de Barbacena, e chef de cozinha há seis anos no Rio -, a familiaridade com os insumos da ceia é justamente o “pulo do gato” em seu preparo, como acontece com o lombinho de porco, antigo conhecido dos mineiros. Segundo a cozinheira, o ar natalino de cada um dos pratos está em pequenos detalhes, como o toque agridoce da farofa e do lombo, com a utilização das frutas (ameixa e pêssego) em receitas salgadas, um hábito brasileiro. As amêndoas no arroz dão toque de sofisticação. O resultado é uma combinação de diferentes sabores e texturas, que faria Papai Noel lamber os beiços.
“É muito bacana e gratificante saber que de alguma forma, quando a gente cozinha a ceia de alguém, estamos participando desse momento tão afetuoso entre pessoas que se amam e costumam não conseguir, ao longo do ano, se sentarem juntos, com calma, saboreando uma comida gostosa…”, destaca Ingrid, que prepara ceias por encomenda.
Para que tudo dê certo neste momento de confraternização, ela dá algumas dicas: “Peça ao açougueiro ou verifique na hora da compra se existe uma capa de gordura bonita em um dos lados da carne, que também pode ser recheada com outras frutas, como abacaxi em calda, figo, uma compota de laranja mais firme. O bacon ainda pode ser substituído pelo presunto de parma”.
