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Vale a pena

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Ainda criança, a menina Júlia Guerra já sabia o que queria.Tinha paixão pelo trapézio, sempre fui louca com circo e cheguei a fazer aula com apenas 5 anos, quando morava em São Paulo. Voltamos para Juiz de Fora, e não tive mais a oportunidade. Na adolescência, depois de guardar consigo o desejo de tantos anos, a possibilidade de se entregar à arte circense bateu à porta bem aqui, em sua cidade natal. Tudo aflorou quando conheci o Circo Carequinha e meus mestres Jamelão e Melancia. Desde que lá pisei, sempre soube que o meu lugar é debaixo da lona. Bater estaca, fazer figurino, maquiar, cuidar dos aparelhos, produzir espetáculos e montar números, segundo Júlia, que faz malabares e arames, estão entre as atividades obrigatórias a um verdadeiro artista.Gosto de trabalhar na rua, então busco aparelhos que me permitam isso. Busco desenvolver o cômico, a palhaçaria. Também faço tango. Junto tudo isso no meu trabalho. Acredito na criação e na experimentação, destaca.

Após um período de aprendizado, Júlia se divide entre dois lados. Se antes ela só se destacava entre outros tantos pequenos que cobiçavam o picadeiro, hoje ela leciona para dezenas de crianças na mesma escola onde deu os primeiros passos na carreira. Fazemos um trabalho voluntário. Há seis anos funcionamos com precariedade e poucos recursos. Em 2012, tivemos um projeto aprovado na Lei Murilo Mendes e voltaremos a ter remuneração.

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Depois de anos de dedicação, um sinal de reconhecimento: após enviar um DVD com sua performance em diferentes modalidades para um processo seletivo, no Rio de Janeiro, ela foi selecionada como bolsista da Escola Nacional de Circo. Na última segunda, a malabarista iniciou uma temporada de um ano na cidade carioca. Optei por ser artista e não tenho outra profissão. Realmente não é fácil, existem momentos bons e ruins, mas é preciso se adaptar a situações e seguir em frente. A vida dá voltas, e o prazer de viver do que se acredita não deixa ninguém morrer de fome, conclui.

Escritor

Paulo Leminski

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Adoro suas poesias e sua maneira de desenhar com as palavras

Cría Cuervos, de Carlos Saura

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Esta obra sempre vai me colocar dentro de mim

Ethiopiques

É uma série de discos compactos com músicos etíopes e eritreus. Qualquer um dessa coleção, estou ouvindo sempre, me inspira muito

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Tango com vassoura

Pode procurar no Youtube, experimental e muito sensível

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Acrobats, da Austrália

Circo família, contemporâneo e revolucionário. Mudou minha vida

Les Colporteurs

Companhia francesa que trabalha somente com arames. É lindo o que eles fazem

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