Os fãs de rock’n’roll podem se preparar para ver o Bar da Fábrica pegar fogo. É o que prometem os integrantes da Baranga, que se autodenominam incendiários convictos e sobem ao palco neste sábado, dia 14, a partir das 23h. Com quatro CDs e projeção em países como Espanha, Argentina e Chile, os paulistanos apresentam repertório prioritariamente autoral, com composições cuja temática vai desde mulheres, carros, cerveja e rock’n’roll até as dores e delícias de viver em São Paulo Rock City.
Os poucos covers são de versões de clássicos do rock nacional, como Lobo mau e Negro gato, de Roberto Carlos, Jardins da Babilônia, de Rita Lee, e uma versão de O bom, aprovada pelo próprio Eduardo Araújo durante ensaio em um estúdio de Sampa. O vocalista e guitarrista Xande explica que o nome inusitado, Baranga, é uma brincadeira que deu certo. É como o nosso som, autêntico e sem frescura. De baranga mesmo, só temos os quatro caras feios no palco, diverte-se ele, fazendo referência a Deca (guitarra), Soneca (baixo) e Paulão (bateria). É sempre bom voltar a Juiz de Fora, o público é muito receptivo, participa antes durante e depois do show. Vamos fazer uma bagunça organizada e empolgar todo mundo mais uma vez, anuncia o vocal.
Para começar a dar gás ao incêndio, os juiz-foranos da Martiataka abrem a noite, mostrando um som diferente do que o de costume. Recentemente, a banda tem experimentado os teclados de Ruy Alhadas, que trouxe uma nova roupagem ao repertório. Deu outra cara no som, que ficou mais completo, uma sonoridade que não conseguíamos alcançar somente com as guitarras, e é a primeira vez que vamos apresentar para o público. Vai ser o Martiataka de sempre com um brinde surpresa, adianta o guitarrista e gaitista Fabrício Barreto. O som está bem diferente, uma ‘pianeira vintage’ que ficou muito boa. Deu vontade de regravar nossa discografia inteira, completa Del Guiducci, que faz o vocal enquanto Thiago Jim Salomão assume o baixo, Fausto Coimbra, a guitarra, e Victor Frango Fonseca, a bateria.
