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Índios em quadrinhos

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A preservação da natureza no país e no mundo é a preocupação do desenhista mineiro Sérgio Macedo, que lança hoje, às 19h, o livro Povos indígenas em quadrinhos, com selo da Zarabatana Books, no Museu de Arte Murilo Mendes. Na mesma noite, será aberta exposição com os originais das ilustrações. No total, serão exibidas, entre outras obras do artista, cerca de 40 quadros, desenhados com pincéis aerógrafos e tinta acrílica sobre papel. Minha afinidade com o mundo indígena vem da primeira infância, assim como minha afinidade com histórias em quadrinhos. HQ sempre foi minha linguagem, é um meio agradável e eficaz para se comunicar, afirma Sérgio, que levou para o papel a experiência que acumulou, ao conviver, diariamente, com os índios. Isso me permitiu compreender o mundo indígena, suas aspirações e seus problemas. A sociedade nacional ignora a realidade desses povos, que são os verdadeiros brasileiros, vivendo nessa terra muitos milênios antes que nela chegassem os português.

De acordo com o autor, a atividade de produção, entremeada por outros projetos, levou cerca de 23 anos. Teve início em 1988, nas Ilhas do Tahiti, na Polinésia Francesa, e terminou em 2011, no Brasil. A criação sempre foi simples como a respiração. Mas a pesquisa para criar HQ documentária-histórica-etnográfica correta e coerente é, às vezes, extenuante, justifica. Prefaciado pelo sertanista Sydney Possuelo, considerado a maior autoridade com relação aos povos indígenas isolados do Brasil, o livro traz a história de Yanomamis, Xavantes, Kayapós, Suruís e Panarás em 88 páginas coloridas. Constato e lamento que, não fosse a fereza das nossas ações, nossa imensa cupidez e permanência arrogância, estaríamos todos, índios e não índios, irmanados, aprendendo juntos, lendo histórias em quadrinhos ou escutando-as pelos terreiros da grande aldeia global, escreve Possuelo, em trecho do prefácio da publicação.

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Na revisão dos textos, o desenhista contou com a colaboração de indigenistas, etnólogos, antropólogos, pesquisadores, cineastas documentaristas e missionários que trabalharam com povos indígenas, além do sertanista da Funai, que vive em Juiz de Fora, Cornélio de Oliveira. Natural de Além Paraíba (MG), Sérgio cresceu em Juiz de Fora, e seu trabalho com HQs é destaque no exterior. Revistas, com circulação na Europa, como Circus, Métal Hurlant e Heavy Metal, já abrigaram desenhos assinados por ele. Atualmente, mantém um atelier no Tahiti, na ilha Moorea. No Brasil, acumula no currículo passagens pelos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de São Paulo, além do troféu HQMIX, na categoria Grande Mestre. Nos Estados Unidos, foi agraciado com o prêmio Benjamin Franklin Award de melhor obra multicultural para o livro Lakota: An illustrated history. A mostra ficará aberta à visitação até 20 de janeiro, de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, sábados e domingos, das 13h às 18h.

POVOS INDÍGENAS EM QUADRINHOS

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Lançamento de livro e abertura de exposição

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Hoje, às 19h

Até 20 de janeiro. De terça a sexta, das 10h às 18h, sábados e domingos, das 13h às 18h

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Mamm

(Rua Benjamin Constant 790)

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