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Banda Seu Nadir prepara lançamento de seu primeiro álbum

Grupo toca neste sábado em Três Pontas
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Grupo toca neste sábado em Três Pontas

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O tempo passa, e a hora da banda Seu Nadir está chegando. O quarteto de Juiz de Fora, formado em 2011 por Reinaldo Krepke (guitarra e vocal), René Eberle (bateria), Nathalia Guimarães (baixo e vocal) e Will Assis (guitarra e vocal), conta os dias, as horas, os minutos e os segundos para o lançamento do seu álbum de estreia, “Sujeito ao tempo”. Para ajudar o relógio a correr mais rápido em sua relatividade, eles aproveitam para se apresentar neste sábado no Festival Música do Mundo, em Três Pontas, ao lado de artistas como o Blues Etílicos e Nenhum de Nós, no evento que é realizado em homenagem a Milton Nascimento e Wagner Tiso.

Com 12 faixas, o CD, prova de fogo do Seu Nadir, é fruto das influências do quarteto, que incluem Kate Bush, Offspring, Ramones, The Smiths, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, The Clash, entre outros.

Segundo Reinaldo, o tempo é um tema recorrente nas canções, mas que isso não foi proposital. “Elas remetem a esse sujeito que está condicionado a um tempo, ora buscando e repensando seu caminho, como em ‘Papara’ e ‘Sina estrela’, ora vivendo os dilemas do amor, do amadurecimento, das escolhas que temos que fazer diariamente nas nossas vidas”, explica ele. A expectativa é de que o disco esteja nas mãos dos integrantes do grupo em cerca de duas semanas. Uma das festas de lançamento está prevista para novembro, no estúdio Maquinaria, mas antes disso planejam um evento em algum espaço público para que possa haver arrecadação de alimentos e ter no palco os convidados que participaram da gravação do álbum.

A trilha seguida pelo grupo até o primeiro disco foi rápida. Já no primeiro ensaio, há três anos, na casa de Nathalia, eles tocaram duas músicas que estarão na bolachinha, “Inferno astral’ e ‘Papara’. No ano seguinte, foi conseguida a aprovação da gravação do CD por meio da Lei Murilo Mendes, e a produção teve início no ano passado. “Ficamos por volta de dois meses fazendo a pré-produção do disco, ensaiando praticamente todos os dias. Quando sentimos que estávamos prontos para gravar, fomos para São João Nepomuceno, no estúdio Versão Acústica, e ficamos imersos durante oito dias por conta da gravação, contando com a produção de Nando Costa”, conta René Eberle.

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Fazendo valer cada segundo de suas vidas, eles ainda aproveitaram para embarcar em um projeto idealizado pela professora Patrícia Barbosa, o “Música e memória”. De acordo com ela, a ideia surgiu no ano passado, em uma reunião, quando eles manifestaram o desejo de fazer um show temático. Ela sugeriu, então, que fosse lembrada a época da ditadura militar a partir da produção musical e poética dos anos 70, com músicas de artistas como Ronnie Von, Geraldo Vandré e Milton Nascimento. “Apresentamos esse projeto em três ocasiões e já temos mais quatro shows agendados”, diz a professora.

Outra missão abraçada pelos quatro jovens de Juiz de Fora é a participação no segundo ano do projeto “Red sessions”, com outros 19 artistas, após serem selecionados pelos organizadores da iniciativa, que têm por objetivo criar, gravar, registrar e desenvolver portfólios de músicos ou bandas que tenham trabalho autoral. Eles vão se apresentar no Anfiteatro Ivone Barbosa Silva, em Cataguases, com direito a gravação de videoclipe que fará parte do DVD da segunda “Red sessions”.

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As participação em Três Pontas, no festival que se encerra no domingo, foi obra do feliz acaso. “A seleção para participar do Festival Música do Mundo foi feita através de um edital que estava disponibilizado na internet. Foi uma amiga nossa que compartilhou o link com a gente e resolvemos nos inscrever. Num belo dia, o Reinaldo mandou uma mensagem contando que havia recebido um e-mail da organização dizendo que fomos um dos quatro selecionados, dentre diversas bandas, para tocar”, conta Nathalia, destacando a importância de participar de um evento que homenageia dois artistas que influenciaram o som do grupo. “Será nosso primeiro show além de Juiz de Fora”, acrescenta.

Se dizem que quem sabe faz a hora, Seu Nadir também não espera acontecer.

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