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Wilson Jabour Jr. será enterrado no sábado

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Wilson atuava como procurador do município e membro do Comppac
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Wilson atuava como procurador do município e membro do Comppac

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O patrimônio cultural e arquitetônico de Juiz de Fora perdeu, na madrugada desta sexta-feira (12), um de seus mais atuantes defensores, Wilson Coury Jabour Júnior. Procurador do município e integrante do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac), Wilson Júnior – filho do ex-vereador Wilson Coury Jabour, que presidiu o legislativo por três gestões, entre as décadas de 1960 e 80 – tinha 51 anos e foi vítima de infarto. Bacharel em direito com licenciatura em estudos sociais, Wilson atuava ainda no Conselho de Amigos do Museu Mariano Procópio e no Instituto Histórico e Geográfico da cidade.

Segundo um dos irmãos do procurador, Alexandre, Wilson foi encontrado em casa pela mãe, caído no chão, na manhã de sexta. O Samu e o médico da família foram chamados, mas Wilson já havia falecido. "Toda a família, nossos pais, irmãos e sobrinhos, estão muito consternados. Ele viveu para ajudar os outros", diz. O sepultamento está marcado para este sábado (13), às 8h30, no Cemitério Parque da Saudade. O corpo será enterrado no túmulo da família materna do procurador.

Em fevereiro, ao lado de Nilo Lima de Azevedo, Wilson lançou o livro "Reflexões e olhares: o patrimônio cultural de Juiz de Fora", que apresenta uma reflexão teórica sobre as políticas de proteção do patrimônio cultural no cenário de Juiz de Fora, desde sua primeira legislação, em 1982, até a formação do Comppac. "São duas perdas enormes: de alguém que amava Juiz de Fora e se preocupava com a memória e com a qualidade de vida de quem mora aqui e, também, de um amigo generoso, sempre preocupado em tratar com carinho os muitos amigos que ele tinha", diz Azevedo. A página de Wilson no Facebook ficou repleta das manifestações de amigos.

O livro é uma importante contribuição para a história e para a preservação da área na cidade, segundo o amigo, arquiteto e também membro do Comppac, Marcos Olender. "Sabemos da fragilidade da vida, mas é algo muito impactante receber a notícia da perda de alguém tão atuante e cheio de gás, como era o Wilsinho", avalia Olender, que também destaca a importância do procurador na fundação do Programa de Estudos e Revitalização da Memória Arquitetônica e Artística (Permear). "Ele era um companheiro nessa militância da preservação. Sua perda é muito sentida para a cidade não apenas por suas contribuições, mas também por suas qualidades humanas", acrescenta.

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De acordo com o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, a cidade perde "um dos maiores colaboradores na questão de preservação do patrimônio, tanto no campo conceitual quanto na prática". Para Toninho, Wilson era considerado a "memória viva da história do tombamento em Juiz de Fora".

A Câmara Municipal também prestou homenagens a Wilson Júnior e fez na sexta-feira um minuto de silêncio em pesar pela morte do procurador do município e cidadão atuante.

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