
É tradicional que, em março, projetos formados só por mulheres alcancem outros espaços e ganhem novas amplitudes. Mas, ao longo do ano, a mulherada também movimenta a cena e cumpre a máxima: lugar de mulher é onde ela quiser. O Samba de Colher, por exemplo, nasceu há três anos a partir do encontro de Isabella Queiroz, Alessandra Crispim e Lara Daibert. Isabella, pagodeira desde criança, sempre teve o sonho de ter uma banda formada só por mulheres e, ao som de pagode dos anos 90, o sonho começou a virar realidade. Atualmente formado por ela no tantã, Alessandra nos vocais e no cavaco, Hellô também nos vocais, Mariana Assis no pandeiro e tamborim e Tamires Rampinelli no violão, elas estreiam a temporada de shows neste mês aos domingos no Muzik. Neste, às 18h, elas contam com a participação de Laura Conceição, além da DJ Amanda Fie.
Isabella conta que, quando a ideia da banda surgiu, em uma viagem à Bituca (universidade de música popular, em Barbacena), o nome já veio junto. A brincadeira com a cozinha foi intuitiva. No entanto, elas deixam claro que preferem ocupar a cozinha percussiva, dos instrumentos. No palco, elas estão em todas as posições, e partem, agora, para a idealização de um EP, com as composições do grupo, que deve ser lançado ainda neste ano. Mesmo que agora o Samba de Colher seja possível, Isabella conta que elas se unem reverenciando todas as outras mulheres que já sofreram para entrar no gênero e fizeram com que hoje tudo fosse mais fácil.
Além do grupo, elas querem misturar outras artistas que movimentam o cenário local para esta temporada no Muzik. “O Samba de Colher quer a soma de mulheres”, declara Isabella. Por isso, mesmo que as convidadas dos outros domingos ainda sejam surpresa, elas já convocaram Laura Conceição para este, unindo outros ritmos ao pagode.

