A crítica já avisa de antemão: Killer Joe – Matador de aluguel não é um filme para quem tem estômago fraco. Brutal e com pitadas de sadismo, o novo trabalho do diretor William Friedkin (do clássico O exorcista) atesta como o cineasta continua em forma aos 77 anos. Os diálogos afiados, que levam a história a um clímax desconcertante, surgem como uma boa opção aos espectadores que não têm medo de encarar um história por vezes indigesta, mas ao mesmo tempo impressionante e bem orquestrada. Tudo começa quando o jovem Chris (Emile Hirsch) precisa conseguir US$ 6 mil o quanto antes, caso contrário será morto. Ele pede ajuda ao pai (Thomas Haden Church), e juntos decidem embarcar na ideia de mandar assassinar a mãe de Chris, cujo seguro de vida vale US$ 50 mil. Só que nenhum deles tem a experiência – e a capacidade – necessária para cometer tal crime, o que faz com que apelem a Killer Joe (Matthew McConaughey). Joe é, ao mesmo tempo, detetive da polícia e matador profissional, daqueles que fazem o serviço sem deixar quaisquer vestígios. Sempre sério, o personagem, que conta com atuação elogiada de McConaughey, tem rompantes brutais a partir dos quais demonstra sentir prazer com a humilhação do outro. Só que ele exige o pagamento à vista, algo que Chris e seu pai não têm. Após conhecer a bela Dottie (Juno Temple), irmã de Chris, Joe propõe a ele um acordo: fica com a garota como precaução até que o serviço seja pago. Trato feito. O acordo fechado entre Joe e a família Smith é apenas a ponta do iceberg do quão dispostos estão cada um deles a sacrificar tudo em nome do dinheiro. Alameda 2: 15h, 17h, 19h e 21h.
