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Diferentes nações em um só grupo cantando soul e r&b

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Caminhos que levaram a Madri foram os responsáveis pela criação do Cosmosoul
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Caminhos que levaram a Madri foram os responsáveis pela criação do Cosmosoul

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O ano era 2009, quando o interesse em comum e a paixão pela música uniram pessoas de cinco países e três continentes diferentes para criar uma sonoridade própria a partir das influências de cada um. O resultado desse caldeirão cultural pode ser conferido neste sábado, no Cultural, no show do grupo espanhol Cosmosoul, que se apresenta pela segunda vez em Juiz de Fora – a primeira foi em 2013. A noite ainda vai contar com os juiz-foranos do La Macchina.

O grupo, formado pela vocalista Alana Sinkey (originária de Guiné-Bissau e nascida em Portugal), o guitarrista Abel Calzetta (Argentina), o baterista e percussionista Akin Onasanya (Nigéria), o baixista Manuel Pablo Sanz (Espanha) e o tecladista Sergio Salvi (Itália), já se conhecia de circuito musical de Madri – onde todos moram há vários anos – através dos projetos que cada um desenvolvia, como conta Alana. “O Manuel teve a ideia de começar uma banda de soul e rythm & blues. Ele contatou o Sergio, que conhecia o Akin, e este recomendou o Abel. O Manuel já havia colaborado comigo em outro projeto e decidiu me chamar. Tivemos uma reunião, trocamos ideias, falamos sobre influências e começamos a fazer versões de artistas que gostávamos, daí começamos a compor nossa música e construir nossa identidade naturalmente.”

O quinteto radicado em Madri tem dois álbuns no currículo, “Sunrise” e “Terra”, com letras em inglês, português e crioulo (dialeto de Guiné-Bissau). A partir do soul e do r&b, o Cosmosoul foi incorporando outros elementos à sua sonoridade, como música eletrônica, indie, blues e até mesmo a música brasileira, uma das preferências da vocalista. “Comecei com o violão, usando estruturas de rock e pop. Mas gosto muito de música brasileira, cresci ouvindo Caetano Veloso, Djavan, Marisa Monte. Também ouvia a música folclórica de Guiné-Bissau, terra do meu pai, que é músico. Tive contato com a música de Stevie Wonder, Michael Jackson, o soul antigo, Salif Keita… Tive bastante interesse, numa época, por Björk, Bob Marley”, diz Alana, acrescentando que todos os integrantes da banda sempre buscam apresentar novos sons que podem enriquecer a música do quinteto.

“Há muitos fatores que nos levaram a explorar novas direções. Temos três gerações diferentes de integrantes, gente que nasceu nos anos 70, 80 e 90, e pretendemos ter uma identidade sem limites de época, estilos”, destaca a vocalista.

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Do mundo para Madri

A trajetória dos outros integrantes pode ajudar a explicar o amálgama sonoro do grupo. O nigeriano Akin Onasanya começou a tocar bateria em uma igreja de sua cidade natal, Lagos, antes de se apresentar com artistas conhecidos no país, como Usher Raymond, KC & Jojo e Eva, mudando-se para Madri em 2006. Manuel Pablo, madrilenho de nascimento, trabalhou com diversos artistas de rock, jazz, funk, flamenco e world music, além de ter desenvolvido um projeto cultural chamado “Three fish”. Abel, enquanto morava em Buenos Aires, gravou quatro discos e se apresentou com diversos artistas de jazz pela América do Sul antes de seguir para a Espanha, em 2007. O napolitano Sergio Salvi também foi para Madri em 2007, após tocar em diversos grupos italianos de jazz e rock.

“Nós gostamos de boa música, apresentamos coisas novas um para o outro. Somos capazes de ouvir tudo, tirar dali o que há de bom e ter nossa identidade com o objetivo de fazer uma música com que todo mundo consiga se identificar de alguma maneira. Isso nos ajuda a ter um público variado, seja na Rússia, na Itália, Inglaterra, Portugal ou Brasil, onde já tocamos em 2013.”

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Neste ano, o Cosmosoul vai realizar um total de oito shows em sete cidades mineiras (além de Juiz de Fora, a agenda conta com Muriaé, Uberaba, Belo Horizonte, Ubá e Visconde do Rio Branco). Para o próximo ano, o objetivo é retornar a terras brasileiras e estender a turnê pela América Latina, incluindo no roteiro Argentina, Chile, Peru e México. “Estivemos em Juiz de Fora no ano passado, em um festival de jazz, e nós adoramos o carinho e a recepção do público, vendemos muitos discos na ocasião”, relembra. O novo ano também deve ser marcado pela gravação do terceiro álbum do quinteto. “Pensamos em produzir esse novo trabalho, até porque estamos recebendo novas influências. Mas é preciso que saia de forma natural”, encerra Alana.

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COSMOSOUL

Neste sábado, às 23h

Cultural Bar

(Avenida Deusdedit Salgado 3.955 – Salvaterra)

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