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Myllena volta a Juiz de Fora

Foto Myllena
Após cinco anos, Myllena chega com disco marcado por parcerias
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Após cinco anos, Myllena chega com disco marcado por parcerias

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Myllena está de volta a Juiz de Fora, nem que seja por uma noite. A cantora e compositora, que se tornou conhecida no país em 2009 após aparecer no programa de Fausto Silva, na Rede Globo, e colocar três canções em novelas da mesma emissora, fez questão de retornar à cidade onde se desenvolveu artisticamente para o show de lançamento do seu terceiro álbum, “Liberdade de ser”, marcando uma nova fase em sua carreira. Ela se apresenta às 21h, no Cine-Theatro Central, com direito a participação especial de Isabella Taviani. No repertório, seis canções do novo trabalho e várias composições dos discos anteriores, entre elas “Quando”, que fez parte de “Caras & bocas”. A direção cênica do show é de Marcelo Misailidis, enquanto a parte musical fica por conta de Jorge Ailton, também baixista da banda que a acompanha, que inclui Gê Fonseca (teclado), Gustavo Corsi (guitarra) e Lourenço (bateria).

Para Myllena, lançar o novo trabalho – totalmente independente por escolha própria – em Juiz de Fora tem várias motivações pessoais. “Sou juiz-forana de coração, e esta cidade sempre acreditou em mim. É como se tivesse pagando minha conta com eles. Além disso, é uma comemoração particular, porque há dez anos eu lançava meu álbum de estreia também no mês de novembro e também no Cine-Theatro Central. Era um disco caseiro, e todo mundo disse que era maluca por fazer um show numa quarta-feira, mas acabou dando certo”, relembra. “A escolha para o lançamento nacional é completamente proposital e emocional, como se estivesse voltando para casa. Não lançaria (o disco) em outro lugar”, acrescenta a cantora, para quem a mudança para o Rio de Janeiro se deveu à dificuldade de manter a carreira morando em Juiz de Fora – o convite para trabalhar em um grande hospital no Rio (ela também é médica) apenas ajudou a reforçar a decisão.

Mesmo dizendo que sair de Juiz de Fora “deixou um buraco”, ela precisou esticar os períodos de ausência devido ao início da produção de “Liberdade de ser”, lançado longos cinco anos após o segundo trabalho por escolha própria da artista. “Dei essa pausa para amadurecer, saber quem eu era. Nesses dois anos, não fiz nada além de pensar nesse álbum, além dos plantões no hospital e os shows. E o Torcuato Mariano (produtor do disco) é muito exigente não só comigo, mas também com a parte musical.”

O próprio título do álbum reflete esse período de maior recolhimento de Myllena. Como ela explica, seria muito complicado falar de “Liberdade de ser” sem saber quem se é. “Eu tive de parar tudo para saber quem é essa Myllena, o que mudou de 2009 para cá. A mudança, porém, não foi só no âmago do ser: a forma de trabalhar da cantora e compositora também mudou, compondo pela primeira vez em parceria. Nada menos que sete músicas foram criadas com Isabella Taviani, que também cantou em “Queria ver você no meu lugar”. Com a jornalista Luciana Cardoso, ela fez a faixa-título, e Bruno Miguel e Vander Lee também entraram no jogo. “O Bruno é filho do Márcio Greyck, e o Vander é um cara querido, já havia gravado duas canções dele. A gente meio que vinha namorando (essa parceria) desde o primeiro disco. ‘Eu não queria ter razão’ era, originalmente, para o Fábio Jr., mas acabei tomando a música para mim.”

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Procurando independência

Liberdade, para Myllena, também quer dizer independência. Mesmo com contrato ainda em vigor com a Som Livre, ela preferiu se aventurar pela seara dos independente, algo comum no últimos anos. “Achei que era hora de tomar as rédeas. As gravadoras não têm mais tanto dinheiro para divulgar o artista como há dez anos. Ninguém pensava em ser independente antigamente porque sabia que havia um departamento de marketing para divulgar. Tivemos de transformar o disco em cartão de visita para a pessoa ir ao show, acessar o site. O maior de todos os marketings que o artista tem hoje é a rede social”, observa.

Ainda que o novo trabalho siga a sua cartilha que mescla MPB, pop e rock, a diversidade sonora pode ser percebida em “Liberdade de ser”. “O disco mantém a MPB com pegada roqueira, essa vertente que me representa está sempre ali, mesmo que tenha baladas, reggae. Gravei até mesmo um tango, “Sexo é bom”, que tem essa cara de cabaré do (grupo) Gotham Project, mas com guitarras.”

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MYLLENA

Nesta quinta-feira, às 21h

Cine-Theatro Central

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(3215-1400)

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