Arroz e feijão, queijo e goiabada, sol e praia, cerveja e tira-gosto: apostar em tabelinhas de sucesso sempre fez parte da cultura brasileira. Investindo em dois gêneros de referência para a música brasileira, o "Samba rock" traz a Juiz de Fora nomes de peso dos dois lados, com os shows de Diogo Nogueira e Biquini Cavadão neste sábado.
Filho do saudoso sambista João Nogueira, Diogo herdou do pai a aptidão musical e a charmosa malandragem inerente ao gênero. "Com ele aprendi a ser uma pessoa de bem, ser solidário, ser amigo. Eu não queria ser cantor e durante a minha adolescência me preparei para ser jogador de futebol", conta ele, que se afastou dos gramados depois de uma grave lesão no joelho, que acabou sendo responsável pela troca dos passes em campo pelo gingado no palco. "Fui para o Rio de Janeiro para me cuidar, e daí começaram os convites para cantar nas rodas de samba. Nada foi simples, muito menos a decisão de investir na música. Mas Deus sempre esteve no comando, e foi esse o destino escolhido para mim, e estou muito feliz com a carreira que tenho", comemora Diogo.
No show do "Samba rock", o cantor apresenta o repertório da turnê "Mais amor", do disco homônimo, no qual, como o título sugere, o romance dá o tom de todas as faixas, das mais intimistas às mais contagiantes. "Sempre cantei o amor e dessa vez fiz um disco dedicado ao tema. Minha inspiração está no dia a dia, nos meus shows e nas mulheres que sempre fizeram parte da minha vida e são fontes eternas de inspiração. Fui criado numa casa com várias mulheres, mãe, avó e minhas irmãs", diz o cantor, destacando que o álbum é uma homenagem ao universo feminino.
Com quase 30 anos de carreira, o Biquini Cavadão traz à cidade as músicas do último CD, "Roda-gigante", em que os músicos exploram novas sonoridades e referências musicais. "Estamos sempre conectados e ligados no que está acontecendo. Acompanhar o mundo da música é fundamental para qualquer banda que queira estar ‘updated’", conta o vocalista do grupo, Bruno Gouveia.
Além das novidades, o público também poderá conferir hits como "Vento ventania", "Tédio", "Impossível" e "Quando eu te encontrar", que conquistaram diferentes gerações de fãs ao longo da trajetória da banda. " Isso é um motivo de orgulho e tanto. Prova de que nosso som não ficou datado e que principalmente passou de pais para filhos…quem sabe, netos?", diz Bruno, que defende eventos em que a heterogeneidade comanda a música, como o "Samba rock". "Estamos acostumados a fazer shows em que o diferencial é a fusão de gêneros numa mesma noite. Quem sai ganhando é todo mundo: o sambista, que vai conhecer um pouco mais de rock, e o roqueiro, que descobrirá a malícia do samba."
SAMBA ROCK
Com Diogo Nogueira e Biquini Cavadão
Sábado, a partir das 21h
La Rocca
Av. Deusdedit Salgado, 2400
