Dizendo-se mais maduro, o jornalista Juliano Nery chega ao seu terceiro livro autoral, Um livro, um filho, uma árvore, lançado hoje, às 19h, no Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm). Primeiro romance do autor, a obra é a segunda parte de uma trilogia iniciada pela prosa de Diálogos possíveis, de 2008, tendo a solidão como mote. A narrativa tem o personagem central imerso nas dificuldades entorno da produção de um livro, acompanhado da falta de apoio na hora de tomar decisões acerca de questões simples de seu cotidiano. Autobiográfico? Nem tanto, segundo o autor. Digamos que não é minha vida pessoal, mas aquilo que vejo ao meu redor.
A perseguição pela solidão como temática, conforme justifica Nery, parte da forma como esse sentimento passou a fazer parte da realidade das pessoas. No caso do novo livro, essa sensação fica ainda mais latente em momentos classificados por Nery como essenciais. Os dilemas do personagem estão em ações como cuidar do filho e tomar decisões profissionais e afetivas. Para dar vida à trama, Nery usou a metalinguagem, intercalando a narrativa com o trechos do trabalho escrito pelo próprio personagem. É um livro dentro de um livro.
A obra é fruto de um ano trabalho e foi viabilizada com apoio da Lei Murilo Mendes. Segundo Nery, os leitores vão se deparar com diversas mudanças, que apontam um amadurecimento de seu trabalho. E isso refletiu, na opinião dele, na própria produção do livro. Se antes ele não pensava com afinco na distribuição, hoje até o tipo de papel empregado na publicação ganhou atenção especial. Uma das consequências desse zelo foi uma parceria com a editora carioca Multifoco, que possibilitará a venda da obra em grandes livrarias e pela internet. Antes vendia praticamente apenas pelo meu e-mail, compara.
UM LIVRO, UM FILHO, UMA ÁRVORE
Lançamento hoje, às 19h30
Mamm
(Rua Benjamin Constant 790)
