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Arte nas férias

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O conforto das galerias será uma opção recorrente aos apreciadores das artes plásticas nestas férias de inverno. Passado, presente, futuro e atemporalidade dialogam com o público, em diversas exposições que têm abertura marcada para a noite de hoje. Quatro vertentes artísticas dividirão as galerias do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM). Esculturas, pinturas, fotografias e maquetes permanecem em cartaz até o dia 29 deste mês, em, respectivamente, "Os quatro ‘cavalheiros’ do Apocalipse", "Cores coringas", "Fotos" e "Maquetes históricas". Já o Espaço Cultural dos Correios inaugura a exposição "Subpop irreal", do carioca Luiz Badia, aberta até 4 de agosto.

 

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Fragmentos e relíquias

 

Na Galeria Celina Bracher do CCBM, o passado industrial e agrário da cidade será retratado em forma de esculturas na exposição "Os quatro ‘cavalheiros’ do Apocalipse". Doze trabalhos do artista plástico Mauro Alvim, que têm como matéria-prima peças de máquinas, instrumentos agrários e outros objetos característicos do passado da cidade, refletem uma trajetória de passagens pelo movimento urbano e industrial.

O nome da exposição faz referência à profecia maia de que o mundo acabaria no final deste ano. No fim, segundo a Bíblia, chegariam quatro cavaleiros – descrições simbólicas de eventos diferentes que acontecerão. E os quatro cavaleiros da exposição seriam os poemas de Edimilson de Almeida Pereira, Fernando Fábio Fiorese Furtado, Iacyr Anderson Freitas e Júlio Polidoro. Segundo Mauro Alvim, a mostra busca romper com o óbvio e homenagear artistas de vanguarda da cidade. "Peças históricas, fragmentos e relíquias tentam redescobrir uma Juiz de Fora perdida no passado industrial por meio de seus fragmentos metálicos, do cotidiano do passado."

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Cores a seu favor

 

A mostra "Cores coringas", no Espaço Alternativo do CCBM, é composta por 30 quadros do artista plástico Frederico Alvim. Em sua primeira exposição, o artista trabalha com a imagem do Louco do Tarô, transformado em Coringa nas cartas de baralho. O personagem seria uma ilustração da humanidade que se lança ao desconhecido, imersa em introspecções.

"É um desafio – e uma superação – usar as cores a meu favor, já que elas sempre foram trapaceiras comigo", conta. O artista, que apresenta dificuldades para identificar fielmente as cores (por ser daltônico), brinca com o título da exposição, ao se perder no universo em que o ocultismo e o artístico se fundem na técnica de converter o colorido do lápis de cor em aquarelas. "Posso não conseguir identificar as cores, mas, na minha imaginação, o firmamento pode ter tonalidades púrpuras, no instante em que o Sol e Lua se encontram", diz.

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Durante 12 anos, Alvim se dedicou ao teatro, quando teve a oportunidade de estudar a "Commedia dell’arte" – abordagem voltada para o teatro popular, baseada na técnica do improviso, com origens na Itália do século XVI. Neste estilo, os elementos são variáveis perpetuadas em produções carnavalescas contemporâneas, concentradas na temática do triângulo amoroso experimentado pelos personagens Pierrô, Arlequim e Colombina.

 

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Marco da cidade

 

Trinta imagens de 11 fotógrafos participantes do 1º Concurso de Fotografias do Museu Usina Marmelos Zero, promovido pelo Centro de Ciências da UFJF, em parceria com a a Funalfa, farão parte da mostra "Fotos", em cartaz na Galeria Heitor de Alencar do CCBM. Os três primeiros colocados, Letícia Alves Vitral, João Guilherme Schubert e Francine Tavares, figuram entre os expositores, ao lado dos fotógrafos Diego Casanovas, Carlos Eduardo de Almeida, Maria de Andrade Toscano Mendes Moreira, Wallace Schimitz Teixeira, Bárbara Arantes de Paula, Alexandre Mazzei Leite, Roberto Braga Gomes e Eduardo Lisboa de Mazzei Leite.

O prêmio teve como objetivo despertar – no meio acadêmico e na sociedade juiz-forana – a consciência da importância de Bernardo Mascarenhas, que implantou a energia elétrica na cidade, iniciativa pioneira na América do Sul. A Usina de Marmelos é um marco importante na memória da cidade e, desde sua inauguração em 1889, bem como a criação do museu no antigo prédio da Usina Zero em 2000, colabora para que o município seja considerado de relevante importância nos meios cultural, social e científico.

 

Atemporalidade

 

O Espaço Cultural dos Correios inaugura a exposição "Subpop irreal", que reúne parte de duas séries do artista plástico carioca Luiz Badia – "Pop irreal" (2007-2008) e "Sub pop" (2008-2011) -, com curadoria de Ricardo Cavalcanti. Ambas as séries percorreram várias cidades do país como um projeto itinerante até se unirem para essa retrospectiva. Badia, que estudou belas artes na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em Lisboa, inclui em seu currículo exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior.

"Minha questão é a abordagem da ‘atemporalidade’. Meu intuito é de compactuar símbolos ou imagens da cultura universal, erudita e popular. O resgate de elementos do passado me faz procurar uma certa resposta sobre o que representar no momento atual, sobre esse choque de informações do mundo globalizado, seus meios de comunicação, a poluição visual que nos cerca e essa fragmentada certeza das coisas", resume o artista sobre sua obra.

SUBPOP IRREAL

Abertura hoje, às 20h

Segunda a sexta, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 14. Até 4 de agosto

 

Espaço Cultural dos Correios

(Rua Marechal Deodoro 470)

 

 

Grandeza reduzida

 

Depois de uma temporada no segundo piso do Mister Shopping, a exposição "Maquetes históricas" ganha outra casa a partir desta quinta, quando passa a ocupar, até 29 de julho, o Espaço Alternativo do CCBM. Criada a partir de mais de um ano de trabalho do arquiteto Alexandre Fioravante, a mostra conta com seis maquetes de prédios históricos de Juiz de Fora, retratando o Paço Municipal, o Cine-Theatro Central, o Castelinho da Cemig, a Estação Ferroviária, a Capelinha do Morro do Cristo e a Câmara Municipal. Para confeccionar os trabalhos, Fioravante usou papel-paraná, comumente utilizado em maquetes. Para os detalhes, ele optou por madeira-balsa, muito usada em equipamentos de aeromodelismo.

A mostra, segundo Fioravante, quer mostrar, em detalhes, toda a beleza dos prédios, vistos por ele como esculturas. Para mostrar todos os detalhes de cada um dos edifícios, o arquiteto dispensou todo e qualquer elemento no entorno dos mesmos, como normalmente são usados em maquetes. Somente um banner acompanha cada uma das peças, com informações sobre a história de cada um dos locais, explicando seus aspectos arquitetônicos e com informações a respeito do tombamento de cada um deles. Cada espaço foi escolhido, segundo o arquiteto, por conta de sua importância para a cidade. "Eles possuem não somente uma arquitetura muito bem trabalhada, mas também são símbolos e referências de Juiz de Fora. É preciso que as pessoas tenham contato com o patrimônio e com a história."

 

OS QUATRO ‘CAVALHEIROS’ DO APOCALIPSE

CORES CORINGAS

FOTOS

MAQUETES HISTÓRICAS

 

Abertura hoje, às 20h

Terça a sexta, das 9h às 21h, e sábados e domingos, das 10h às 16h. Até 29 de julho

Centro Cultural Bernardo Mascarenhas

(Avenida Getúlio Vargas 200)

 

 

 

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