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Ver e ouvir é uma coisa só

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Convidados de diversas partes do Brasil estão, desde ontem, em Juiz de Fora com o objetivo de debater os rumos do circuito independente do audiovisual até a próxima sexta. O Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) abrigou a abertura da 2ª Semana do Audiovisual (Seda), que voltou à cidade com a proposta de criar momentos de trocas de conhecimento e compartilhamento de informação. Durante as primeiras horas do festival, Fred Maia (jornalista, escritor, educador e ex-gerente de Articulação Nacional do Ministério da Cultura), Talles Lopes (presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes -Abrafin) e o vereador Flávio Cheker (PT) dissertaram sobre o tema "Cultura em rede – Desafios do século XXI".

Hoje, será a vez de falar sobre distribuição independente, com as presenças de Cavi Borges (produtor e diretor de cinema), Adriano De Angelis (ex-coordenador de TVs e plataformas digitais da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura), Bianca Freire (jornalista pós-graduada em Montagem pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro) e Guilherme Whitaker (jornalista e produtor audiovisual). Ao longo da semana, uma série de performances, shows, lançamentos, exibições e oficinas se espalharão por outros espaços da cidade. A programação completa está em sedajf.wordpress.com.

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"Com a técnica e a tecnologia para a produção audiovisual cada vez mais acessíveis, despontam filmes feitos de maneira independente ou com baixo orçamento, carregando muita qualidade técnica e estética. Vários filmes são feitos de maneira colaborativa, com equipes pequenas e tendo como principal apoio a teia de contatos pessoais e amizades." Desta forma, o produtor local do Seda Gian Martins destaca a falta de um mercado "médio" para levar essa produção "tão rica e diversa" para a ponta. "É fato que uma parcela muito pequena da população tem capacidade financeira para frequentar as salas de cinema, e ao mesmo tempo nós temos o panorama de vários cineclubes se articulando em rede", completa. "Os desafios de se distribuir filme para a população brasileira são gigantescos e não podem ser pensados de forma reducionista."

Também hoje, a noite de artes integradas traz a música da banda Aeromoças e Tenistas Russas e a intervenção do Coletivo PixxFluxx. Apesar do nome, a Aeromoças é formada por quatro homens: Juliano Parreira no baixo, Thiago Hard na guitarra, Eduardo Porto na bateria e

Gustavo Hoolis no teclado. Criado em São Carlos (SP), o grupo ficou conhecido no meio independente por suas composições feitas a partir de experimentalismo e a mistura de influências diversas com uma abordagem pop, dançante e de fácil acesso. "Trabalhando com uma proposta instrumental com doses de rock, funk, samba, fusion e acid jazz, nosso show é sempre descontraído", destaca Gustavo Hoolis.

O coletivo PixxFluxx é formado por designers, artistas, VJs e programadores, que desde o final de 2010 vêm desenvolvendo projetos e performances associados à arte eletrônica. A equipe também ministra a oficina de videomapping (projeção em objetos), além de assinar outras performances até o final do evento voltado, sobretudo, à liberdade de estar integrado.

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