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Diário de bordo

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Tudo começou com a chegada ao aeroporto de Dubrovnik, de onde a gente tira a primeira impressão dos croatas – a educação e a simplicidade ao receber o turista. Do aeroporto ao hotel onde eu e o grupo que acompanhei nos hospedamos, são aproximadamente 20km de deslumbramento. Você pode fazer esse trajeto de taxi ou ônibus comum, deliciando-se com o visual da estrada, que corta as montanhas até chegar ao centro. O mar azul do Adriático é de tirar o fôlego, as montanhas, salpicadas de oliveiras e parreiras, já antecipam as delicias que virão para a mesa.

O clima da cidade não poderia ser diferente: é despretensiosamente praiano. Chegando ao centro, você se depara com as muralhas da Old Town – Cidade Velha -, a menina dos olhos de Dubrovnik. Entrando pelo portão de Pile, dá para ver a Stradun, um calçadão largo e por onde você passará várias vezes sem se cansar: cafés, restaurantes e lojinhas de souvenir se misturam, e pessoas do mundo inteiro circulam por ali. Um detalhe que me chamou muito a atenção foi o brilho do chão da Stradun e de quase todas as ruelas da Cidade Velha. Sem circulação de carros, a Stradun acaba sendo lustrada pelas pessoas que passam por lá, fazendo com que o chão pareça encerado.

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Logo no início deste calçadão, avista-se a Grande Fonte de Onofrio, de onde saem todos os city tours. A guia explicou que existem aquedutos que transportam água potável para as fontes da cidade. Não me fiz de rogado e logo enchi minha garrafinha. Percorri toda a extensão da Stradun até chegar à Torre do Relógio, Palácio Sponza – que era a alfândega do porto de Dubrovnik – e o porto antigo. O bacana é andar sem se preocupar em se perder, porque, a cada ruela, há praças com uma fonte no meio e rodeadas de barzinhos, restaurantes e cafés: todas as vias desembocam na Stradun.

O ponto alto foi subir as escadarias que dão no topo da muralha e andar por lá. O visual é surpreendente. Telhados alaranjados contrastam com a cor do céu no pôr do sol, compondo o cenário.

Eu não resisti quando vi uma praia pública do lado de fora da muralha e aproveitei meu tempo livre para desfrutar das águas transparentes do Adriático. Outra opção – bem mais cara- são os bares e hotéis com praias privativas. Nesses, você tem de pagar um valor mínimo de consumação para usá-las. É uma dica para quem quer conforto de espreguiçadeiras e atendimento VIP. Existem várias dessas praias, com aluguel de caiaque e tour de barco pelas ilhas. Vale a pena.

À noite, o point continua sendo a Cidade Velha. Os restaurantes ficam lotados, música ao vivo por todos os lados e uma profusão de gente bonita do mundo inteiro. O charme da cidade, o clima de praia e a beleza das pessoas, fazem de Dubrovnik a Pérola do Adriático.

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