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Mar à vista

renda de bilro dona rita tranca linhas com uma fina agulha

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Renda de bilro: dona Rita trança linhas com uma fina agulha
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Renda de bilro: dona Rita trança linhas com uma fina agulha

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Litoral de beleza privilegiada atrai turistas estrangeiros

Falésias compõem a paisagem

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Natal (RN) – É cena de filme, dizem muitos dos que chegam ao alto do chapadão de onde se avista a Praia dos Namorados. O mesmo dizem da paisagem que reúne golfinhos em seus balés e as águas calmas da Praia do Madeiro. O cenário é mesmo cinematográfico. E já apareceu em algumas produções nacionais, como a recente novela global “Flor do Caribe”. As Praias de Pipa, distrito da pequena Tibau do Sul, a cerca de 80km da capital Natal, no Rio Grande do Norte, são encantadoras justamente por conjugarem águas límpidas e azuis a uma vegetação e geografia pouco comuns. Já na estrada, é deslumbrante o visual do alto, muito alto, (para os que têm medo de altura, pode não ser tão deslumbrante assim), com os paredões avermelhados a delimitar as águas. Em alguns pontos, a Mata Atlântica ainda cobre essas formações, proporcionando um visual mais impressionante, do contraste do azul do mar com o verde da flora.

Considerado um dos maiores santuários ecológicos do Rio Grande do Norte, o destino atrai surfistas, amantes da natureza e um grande número de estrangeiros, que tornam o lugar cosmopolita. Muitos dos moradores são nascidos em outros países, mas se encantaram com Pipa e fixaram residência nessa que já foi eleita pelo “Guia 4 Rodas” como uma das dez mais belas praias do Brasil. De acordo com o historiador e turismólogo Nelson Olsen, guia turístico há seis anos, o próprio trajeto da capital até Pipa reserva um variado leque de atrativos, como o monumento dedicado à Nísia Floresta, apresentada pelos nativos como a primeira feminista das Américas.

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Num dos mirantes da estrada rumo à Pipa, também é possível conhecer a complexa e delicada artesania do bilro. Sentada numa rara sombra, dona Rita trança linhas com uma fina agulha, aos 75 anos. “Daqui ninguém me tira”, diz, brejeira, a senhora de cabelos brancos e intensa concentração. Do artesanato típico entre os potiguares, para os instrumentos musicais feitos com galhos e outros elementos da natureza, presentes no Centro de Pipa, é possível se perceber o quanto o conjunto de praias paradisíacas se deixou influenciar pelos grandes centros. Como uma Búzios (RJ) no Rio Grande do Norte, o lugar oferece variadas grifes, restaurantes contemporâneos e boates antenadas. Na rua principal, as paradas devem ser constantes, senão os detalhes acabam fugindo aos olhos.

Pipa, onde o sol se põe cedo e as idas às praias exigem o empenho para descer um grande número de degraus (que depois deverão servir para a subida!), toda atenção é pouca e toda olhadela pode se tornar inesquecível. Cada praia preserva a surpresa de um golfinho em seu charmoso salto, e cada falésia reserva um desenho ainda mais surpreendente. O lugar que é cena de filme a cada passo, vale muitas fotos, mas também a experiência do olhar, do sentir, que nem a mais bela foto dá conta de narrar.

* O repórter viajou a convite da Azul Viagens

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