Se nas plataformas de comunicação instantânea, o registro e envio de “nudes” (fotos nuas) pode oferecer riscos à privacidade e mesmo à segurança dos usuários (o ator Stênio Garcia que o diga), na gastronomia, existe um “pelado” que só traz satisfação: o naked cake. Derivado do inglês, o termo quer dizer, literalmente, bolo pelado, porque não leva cobertura e logo tornou-se hit em comemorações e lanches descolados. A versão da receita deste domingo tem recheio de coco e decoração de frutas vermelhas, combinação inventada por Gisele Rocha, da Mariagi Doces, nome que deriva de uma junção de “Maria”, de quem é devota, e seu nome. “A gastronomia mistura muitos sabores. Só lá na loja temos brigadeiro de gengibre com coco, brownie de goiabada com castanhas-do-pará e outras combinações. Hoje vale misturar e testar”, diz ela, que desde os 9 anos é uma boleira “de mão cheia”, seguindo os passos da mãe. “Quando me casei, disse para o meu marido que arroz eu não sabia fazer, mas bolo, como sabia!”, diverte-se.
Segundo ela, o bolo cheio de charme pode ser usado tanto em ocasiões festivas quanto aniversários e casamentos, ou mesmo para um café da tarde mais caprichado. Substituições podem ser feitas. “No lugar do coco podem ser usados abacaxi, cerejas em calda, doce de pêssego ou ameixa preta, além de ficar delicioso sem qualquer fruta, só com uma base de creme mesmo. Outro ingrediente que pode ser substituído é o suco de laranja, que utilizo para dar mais contraste de sabores. Mas pode-se usar suco de limão ou leite, com o mesmo efeito”, garante a boleira.
Para Gisele, apesar da aparência que transita entre o rústico e o sofisticado, não há mistério na hora de montar o bolo. “Para quem faz bolos com frequência, compensa comprar um cortador, que facilita muito o trabalho. Quem não quiser, pode usar uma faca, tomando cuidado para mantê-la sempre em linha reta. Ao montar, é só espalhar o recheio sobre os discos de bolo e tomar cuidado para que eles fiquem na mesma direção. Depois de encaixar cada disco, vale dar uma ‘apertadinha’ para dar aquele efeito de que ele está escorrendo”, ensina.
