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O rock balança, mas não cai

metal e o concreto que segura o som do quarteto algar mas sem se esquecer de colocar o jazz e a mpb na roda

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Metal é o concreto que segura o som do quarteto Algar, mas sem se esquecer de colocar o jazz e a MPB na roda (Foto: Luiza Eirerer/Divulgação)
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A crise é séria, senhoras e senhores, mas o show não pode parar. A edição 2015 do Festival de Bandas Novas, um dos principais eventos do rock juiz-forano, tem início neste sábado, no CCBM, em uma versão menor que nos anos anteriores, mas sem perder o fôlego. A primeira maratona de guitarras terá a apresentação de sete bandas: Pathos, NxDxUx, Stonehenge, Hangover, Algar, Sobrecarga e Os Calhordas. O mesmo local vai receber as outras datas já confirmadas (18 de julho, 15 de agosto e 25 de outubro) e também os eventos ligados ao festival, como o “Domingão solidário” (29 de novembro) e “Rock de Natal” (19 de dezembro).

Os percalços, porém, estão presentes. O evento, que costumava ter caráter competitivo, continua neste ano apenas apresentando os artistas locais. Além disso, as dificuldades orçamentárias do município fizeram com que o festival reduzisse as datas na Praça da Estação – que são gratuitas – de cinco para três, como explica um dos organizadores, Adriano Polisseni. “O CCBM já estava garantido desde o ano passado, quando participamos do edital para a utilização do espaço. Resolvi fazer para manter a marca, por isso não fiz inscrição e procurei as bandas para saber quais estariam interessadas”, diz ele. No total, vão participar do evento 36 bandas, entre veteranas no evento (Art of Murder, Patrulha 66, Os Calhordas) e debutantes (Pathos, Sangue nos Olhos, Last Chance). A confirmação das datas, de acordo com Adriano, vai depender de uma reunião com a Funalfa, na próxima semana, para definir quando o dinheiro será liberado para o aluguel dos equipamentos de som e luz, entre outros. “Com essa indefinição, não tivemos como trazer bandas de fora que mostraram interesse em tocar aqui”, acrescenta, destacando a ajuda que recebeu dos amigos para colocar o evento em pé.

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Com fome de palco

Uma das bandas que terão a oportunidade de mostrar o seu trabalho é a Pathos. Surgida em 2012 com o nome Patos do Espaço, desde o ano passado ela deixou de lodo o repertório baseado em clássicos do rock (Jimi Hendrix, Cream, Black Sabbath) para abraçar o som batizado por eles de “prog blues”, como explica o guitarrista Ricardo Marliere (também fazem parte do grupo o baterista Hugo Moutinho, o vocalista João Pedro e o baixista Lucas Guida). “Começamos no ano passado um árduo processo de composição, que culminou num álbum conceitual. (https://soundcloud.com/pathos-sound).

Outro grupo a se apresentar neste sábado é o Algar, projeto dos irmãos Nathan (vocal e guitarra) e Felipe Eiterer (baixo) que deslanchou há cerca de seis meses e conta ainda em sua formação com Filipe Roque (bateria) e Leo Barbosa (guitarra). “Temos cerca de 20 músicas prontas que estamos lapidando em conjunto. Já gravamos uma, e mais duas estão na fase final. Nós pretendemos inovar nesse sentido, já que não existe mais o consumo de mídias físicas em massa, e o público hoje se cansa facilmente, a ideia é lançar material novo entre três a quatro meses, sempre para download gratuito. Nós trabalhamos sob o rótulo de metal, mas sem nos limitar, temos muitas influências que vêm do jazz ao MPB, e gostamos muito de melodias suaves sobre guitarras pesadas”, define Nathan.

Enveredando pelas searas do grindcore/powerviolence, o NxDxUx (Nach Under Untoten) passou por três mudanças de formação em cerca de um ano, mas sobrou tempo para gravar dois EPs diretos e retos na mensagem e tempo de duração (dez e oito minutos, respectivamente). “Uma boa descrição para nosso som seria, literalmente, ‘curto e grosso’. Fazemos a mistura da agressividade sonora com letras em que abordamos críticas sociais, ao senso comum e, às vezes, até um pouco de humor. Porém, mesmo com tudo isso, o que mais nos motivou e ainda motiva é fazer a galera curtir da forma que nós curtíamos ou gostaríamos de curtir um show, sonoramente falando”, define o baterista Victor Hugo, que manda sua mensagem ao lado dos parceiros Gabriel Fioravante (vocalista) e Gabriel Matoso (guitarrista).

 

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Pelo espaço do rock

Para quem batalha pelo seu lugar ao sol no cenário do rock, o espírito “Duro de matar” do Festival de Bandas Novas é primordial para que o estilo não perca espaço em Juiz de Fora. “Este, como vários outros eventos do tipo que ocorrem por aqui, é essencial para dar espaço às bandas que vão surgindo. É um grande incentivo”, afirma Ricardo Marliere. “É um grande apoio, pois divulga as bandas e proporciona um show que atrai um público considerável. É assim que o som vai se espalhando”, diz Victor. “A cena musical de Juiz de Fora está movimentada, as casas de shows abriram as portas para as bandas de rock e heavy metal e existe uma boa galera vivendo de música, do seu som. É preciso levar em conta que nenhuma banda vira ‘profissional’ da noite para o dia; é preciso trabalho, dedicação, tempo e muita, mas muita experiência. O Festival de Bandas Novas abre as portas para essa galera que tem o sonho, a potencialidade, mas ainda não tem a experiência que demanda uma grande casa de show. O evento é como uma mãe para todos os músicos da cidade”, pontua Nathan Eiterer.

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FESTIVAL DE BANDAS NOVAS

Neste sábado, às 16h

CCBM

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(Avenida Getúlio Vargas 200)

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