Ícone do site Tribuna de Minas

Aventureiros em terras de conflito

episodio em que andre fran felipe ufo e michel coeli presenciaram um vulcao na islandia

episodio-em-que-andre-fran-felipe-ufo-e-michel-coeli-presenciaram-um-vulcao-na-islandia

Episódio em que André Fran, Felipe Ufo e Michel Coeli presenciaram um vulcão na Islândia
PUBLICIDADE

Episódio em que André Fran, Felipe Ufo e Michel Coeli presenciaram um vulcão na Islândia

PUBLICIDADE

André Fran, Felipe Ufo e Michel Coeli estão acostumados a colocar o pé na estrada para ver, de perto, os lugares considerados em conflito e fechados para o mundo. Foi assim quando foram para Afeganistão, Mianmar e Chernobyl, por exemplo, ou quando viajaram para a Ucrânia para saber detalhes da revolução em Kiev, pauta da sétima temporada do “Não conta lá em casa”, programa exibido pelo Canal Multishow. O novo destino está perto de ir ao ar. “Nossa ideia nunca foi passear para lugares perigosos, mas mostrar a realidade por trás de lugares que são considerados perigosos, ou desagradáveis, ou fechados, ou inatingíveis, ou mal representados na mídia mundial e brasileira”, conta André. O trio chega à cidade neste domingo, às 17h30, para uma palestra na primeira edição do Painel Audiovisual, realizado, hoje e amanhã, no Victory Suítes, reunindo nomes importantes do cinema e da televisão.

“O fato de termos criado e produzido o projeto, nós mesmos, desde o início, sete temporadas atrás, nos qualifica a falar sobre todo o processo de criação para TV, adequação ao meio, produção de roteiros, conteúdo para a TV e a concorrência com a internet”, completa o jornalista, que traz na bagagem a experiência de ter feito a cobertura das passeatas e protestos que pipocaram recentemente nas ruas do Rio. A aventura da trupe foi vivida dentro da própria casa e tornou-se um viral no YouTube.

“Acho que as manifestações do ano passado, por mais que fossem meio sem foco, tinham uma proposta mais verdadeira e menos partidária. Era uma demonstração clara de insatisfação com diversos aspectos da política nacional. Hoje em dia acabou se tornando uma polarização individualista nada produtiva para o país”, acredita ele, demonstrando otimismo em relação a seu país. “Tendo visitado lugares que realmente estão em conflito, vivem uma situação de guerra, miséria ou sofrem com ditaduras, é possível relativizar e ver com os próprios olhos o quanto o Brasil, apesar de todos os seus problemas, está longe de ser um cenário de conflito ou pauta para o ‘Não conta…’.”

PUBLICIDADE

A geração que não quer enrolação

O projeto que mistura reality show, documentário e reportagem foi lançado em 2009 e já conquistou espaço. Foi o segundo melhor programa da TV fechada, segundo a “Revista da TV” (O Globo), e contabiliza um prêmio do Festival Input TV (Hungria) e o título de Melhor Reality Show – Prêmio Monet. “A geração criada com videoclipes, conteúdo diário, internet e informação na ponta dos dedos já tinha um detector de enrolação e queria/exigia mais verdade diante das câmeras. Ao mesmo tempo, era isso que queríamos fazer. Mergulhar nos temas, perguntar o que deveria ser perguntado, vivenciar a realidade desses locais. É por isso que criamos esse híbrido.” Por falar no formato, André confidencia que, se o programa começasse hoje, o veículo escolhido seria a internet.

PUBLICIDADE

“Eu acho que o futuro da TV está na internet. Acho mais democrático, é onde está o conteúdo mais criativo, onde há mais liberdade e para onde o público está migrando. No nosso caso específico, o orçamento ainda não está equiparado ao da TV, mas para tudo há um jeito.” E depois de viajar quase meio mundo, ainda há algum lugar que vocês sentem necessidade de ir? “Infelizmente, o ser humano não se cansa de criar pautas para o ‘Não conta…’. Novos conflitos, desastres nucleares, regimes opressores, violência surgem de onde e quanto menos se espera. O que ontem era um destino paradisíaco de férias pode amanhã se tornar um destino do programa”, afirma o apresentador e autor do livro de mesmo nome da produção.

PUBLICIDADE

Novos olhares

Segundo Daniel Couto, responsável pela Impulso, realizadora do evento ao lado da também produtora Valentina, o objetivo do Painel Audiovisual é fomentar o mercado e promover novos olhares sobre a prática entre estudantes e profissionais da cidade. “Há tempos, vemos as produções de filmes caindo, com orçamentos cada vez menores e produtoras tendo que se desdobrar para continuar oferecendo serviços de qualidade. É preciso que os empresários acreditem mais no poder dessa linguagem e nos novos formatos e apresentações que ela vem tomando, como a internet”, diz Daniel, destacando a necessidade de ir além da publicidade padrão de televisão.

“É preciso experimentar novas estratégias, como produção de conteúdo para internet. Isso falando no mercado local, que vive basicamente de publicidade. Agora se formos falar de cinema, o cenário e a forma mudam um pouco.” Entre os convidados, estão a diretora de arte e professora da Academia Internacional de Cinema Mary Habib, que trabalhou por mais de 40 anos em programas e séries da Rede Globo, e Lucas Paraizo, professor da Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba. Programação completa em https://www.facebook.com/painelaudiovisual?pnref=story.

Sair da versão mobile