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Pintinho de Ouro se prepara para desfile no dia 21

pintinho de ouro
“Nerso da Capitinga” com figurino do Pintinho de Ouro em 2020, ladeado pelos diretores do bloco Roberto Cândido e Luiz Fernando Sirimarco (Foto: Divulgação)
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Já há alguns anos, o pré-Carnaval de Juiz de Fora é um belo de um aquecimento para os festejos momescos, mas engana-se quem pensa que é só de confete e serpentina que vivem os blocos da cidade. “Acaba o Carnaval, e já estamos planejando a festa junina”, diz Roberto “Boizinho” Cândido, presidente do Pintinho de Ouro, que completa 13 anos em 2020, referindo-se não só à animação da agremiação para festejar, mas também ao trabalho social que realizam. “Com a festa junina e outros eventos, arrecadamos dinheiro para fazer o ‘Natal das Crianças’, em que damos presentes e também doamos outros itens a algumas instituições da cidade, numa grande festa que realizamos no fim de ano. Nosso trabalho social é realizado ao longo do ano inteiro”, conta Roberto, que estima que o bloco tenha conseguido reunir cerca de R$ 6 mil para o Natal do ano passado, entre a verba arrecadada, doações de associados do bloco e de parceiros.

Agremiação se concentra tradicionalmente no Parque Halfeld (Foto: Divulgação)

Neste ano, o Pintinho faz seu tradicional desfile saindo do coração da cidade, no Parque Halfeld, com o tema “Pintinho pintando o sete”, em que a música brinca com o dito popular e as vestimentas repetem a jardineiras tradicionalmente usadas em escolinhas infantis, tipo “Jardim da Infância”, mas sempre com uma roupagem coloridíssima, afinal, é carnaval. O modelito já pode ser conferido nas redes sociais do bloco, usado por quem se tornou garoto-propaganda dos figurinos da agremiação, Nerso da Capitinga (personagem vivido pelo ator Pedro Bismarck). O cortejo do bloco será no dia 21 de fevereiro, com seu tradicional bondinho que remete a outros tempos, e o carro alegórico que leva a “mãe dos pintinhos” , Wilma Trigo, madrinha do bloco desde sua fundação. Até lá, os foliões têm feito um aquecimento semanal na Toca da Raposa às quintas-feiras, com ensaios abertos. “Eu e o Luiz Arthur Bisaggio já desfilávamos em vários blocos e tivemos a ideia de fundar o nosso. O nome veio de um apelido do Arthur, que achamos divertido e começamos a nos reunir para organizar os desfiles em bares, quando a dona Wilma, tia dele, disse para que a gente passasse a se reunir lá. De lá para cá, são 13 anos, e hoje somos esse bloquinho enjoado que vai pra rua todo ano (risos)”, brinca “Boizinho”.

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“Natal das Crianças” é uma das ações sociais que o bloco realiza, fazendo doações a instituições da cidade (Foto: Divulgação)
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