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Para acabar com a maldição Guerra secular

marion cotillard interpreta sophia rikkin cientista que ajuda a levar callum lynch ate o seculo xv fotos divulgacao

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Marion Cotillard interpreta Sophia Rikkin, cientista que ajuda a levar Callum Lynch até o século XV (Fotos: Divulgação)
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“Assassin’s Creed”, principal lançamento nos cinemas desta semana, chega à tela grande – com direito à pré-estreia nesta quarta-feira – carregando nos ombros uma responsabilidade que não é pequena: acabar com a “maldição” das adaptações para a tela grande dos videogames que fazem tanto sucesso entre a galera. A franquia criada em 2007 pela empresa Ubisoft tenta obter sucesso onde “Super Mario Bros.”, “Double Dragon”, “Mortal Kombat”, “Street Fighter”, “Warcraft”, “Hitman” e “Doom – Portal para o Inferno”, entre tantas outras produções, falharam ao levar para a sétima arte aquele monte de bits animados que conquistaram milhões de gamers por aí.

O desafio primordial seria conseguir aquilo que seus antecessores falharam miseravelmente: obter uma história decente e bem desenvolvida, mesmo que criada a partir do fiapo de enredo que muitos games têm. É difícil imaginar todo um universo por trás de jogos eletrônicos como “Super Mario” ou “Mortal Kombat”, por exemplo, em que o objetivo pode ser pular sobre cogumelos e salvar uma princesa ou simplesmente sair na porrada com criaturas que cospem fogo, gelo e etc. Apesar de a franquia possuir uma série de jogos passados em épocas diferentes e com protagonistas diversos, a Fox preferiu produzir uma história original a partir de alguns elementos clássicos do jogo (como os Templários, o Credo dos Assassinos, a Maçã do Éden, o Salto de Fé, a Lâmina Oculta etc.) e deixou o roteiro nas mãos de Bill Collage, Adam Cooper e Michael Lesslie, com o objetivo de tornar o filme mais acessível a quem nunca segurou um joystick na vida. A direção ficou por conta de Justin Kurzel.

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Para protagonizar o longa, o escolhido foi Michael Fassbender, que se animou com o projeto a ponto de se tornar produtor do longa. Ele interpreta um criminoso condenado à morte, Callum Lynch, que tem sua execução forjada e é levado para os laboratórios da Fundação Abstergo, em Madri (Espanha), comandada por Alan Rikkin (Jeremy Irons) e sua filha, Sophia (Marion Cotillard), que acreditam que ele é o último descendente de Aguilar de Nerha, um integrante do Credo dos Assassinos do século XV. A missão dada a Callum é ser conectado ao Animus, uma engenhoca que permite ao usuário visualizar suas memórias genéticas, e assim poder “ver” o passado pelos olhos de seu ancestral.

Guerra Secular

Callum Lynch (Michael Fassbender) é o último descendente de Aguilar de Nerha, integrante do Credo dos Assassinos durante a Inquisição Espanhola (Foto: Divulgação)

A intenção dos Rikkins não é promover um “turismo temporal” beneficente. Eles querem que Lynch descubra o paradeiro da Maçã do Éden, artefato que contém o segredo do livre-arbítrio da humanidade e que não é visto desde que estava nas mãos de Aguilar. Ao “voltar” para o passado, o protagonista passa a ter todas as habilidades e conhecimentos do antepassado, “participando” de batalhas espetaculares no visual exuberante da Espanha do período da Inquisição, recriado por meio de computação gráfica.

E é aí que o feitiço vira contra o feiticeiro: Callum Lynch logo se toca que os Templários e os Assassinos são duas sociedades secretas que promovem uma guerra secular, em que os primeiros buscam criar uma nova ordem mundial, sem violência, mas onde as pessoas não terão liberdade e serão controladas, enquanto que os segundos acreditam que o livre-arbítrio ainda é o melhor caminho. E é lógico que Callum vai usar as habilidades de seu descendente para lutar pela liberdade de escolha de nossa espécie.

Apesar da confiança da Ubisoft em dizer que “Assassin’s Creed” seria um divisor de águas dentro do subgênero, o longa que chega esta semana ao Brasil não disse a que veio nas bilheterias americanas, onde estreou em dezembro. Com um custo de US$ 125 milhões, o filme abocanhou pouco mais de US$ 10 milhões no seu final de semana de estreia, com meros US$ 46 milhões até o último dia seis. A crítica em geral não vem perdoando a produção, considerada “sem alma” (IGN), “uma bagunça” (“Time Magazine”) e que não consegue fugir da “maldição dos videogames”. Para o britânico “Independent”, “‘Assassin’s Creed’ provavelmente fez o melhor que pôde com o que tinha na mão e, realmente, esta pode ser a melhor adaptação de videogame até hoje. Lembre-se, isso não significa grande coisa.”

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Depois dessa, talvez o melhor seja dar um reset.

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