Ícone do site Tribuna de Minas

Vazio no rock’n’roll juiz-forano

3098257264

3098257264

Wallace sofria de hepatite C e estava internado em São Paulo
PUBLICIDADE

Wallace sofria de hepatite C e estava internado em São Paulo

PUBLICIDADE

Atualizada às 21h09

"Ele foi músico dos pés à cabeça." Foi dessa maneira que o guitarrista João Paulo Ferreira descreveu o amigo Wallace Batista Santiago, com quem dividia os palcos na banda Ícarus. O baixista faleceu nesta quinta (10) depois de ser internado no último sábado, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele realizava exames para um transplante de fígado. De acordo com a irmã, Wessila L. Santiago, o músico descobriu uma hepatite C há cerca de dois anos e não conseguiu aguardar pelo procedimento. Antes de ir para a capital paulista, Wallace foi internado em Juiz de Fora, no hospital Monte Sinai. Até o início da noite desta quinta, o corpo dele ainda não havia sido liberado. Segundo a família, o velório deve acontecer na noite de sexta, no Cemitério Parque da Saudade. Já o sepultamento está marcado para a manhã de sábado no Municipal. "Por ele ter falecido em outro estado, existe uma burocracia muito grande", afirma Wessila.

O baixista, que completaria 45 anos no dia 7 de novembro, deixou seu nome marcado no cenário do rock’n’roll juiz-forano, principalmente pela dedicação ao repertório da década de 1980, tendo integrado diversas formações, entre elas a Tuka’s Band. Em 2012, retomou os shows com a banda Ícarus, da qual foi fundador há quase três décadas. "É uma perda absurda. Ele era um rockstar, que vivia ainda nos anos 1980. Tinha muita presença de palco", declarou o guitarrista Guto Gibson, outro companheiro do baixista.

De acordo com amigos, mesmo doente, Wallace não deixou de se dedicar à carreira. A intenção era gravar um CD com canções autorais. "Há um mês, decidimos dar uma parada nos ensaios para ele se tratar. Talvez ele estivesse com medo, mas não aparentava. Neste período, ele teve uma melhora. Por isso, acreditávamos que ele fosse ficar bom", comenta João Paulo.

PUBLICIDADE

Cabelos compridos, tatuagem e roupa preta. Todos que o conheciam são unânimes em dizer que ele era o protótipo do roqueiro do período áureo do rock nacional. "Era um cara único", afirmou o baterista Júlio Slayer. "Perdemos um músico importante. Venceu a batalha dele e está pronto para mais uma nova", destacou o vocalista do Patrulha 66, Adriano Polisseni. "Perdi um irmão e instrumentista fantástico. Um baixista de imensa qualidade. Tenho a honra de dizer que toquei, ao lado dele, no último show que ele fez no dia 22 de junho, no Festival de Bandas Novas", comentou Raphael Dutra, vocalista da banda Ícarus, também formada por Jeff Rodrigo, Amil e Vilmar.

Sair da versão mobile