São muitas as letras que percorrem o caminho de Luiz Ruffato. Mineiro de Cataguases, ele, na capital paulista, prossegue com sua saga intitulada Inferno provisório, da qual quatro, dos cinco volumes, já estão nas prateleiras. O último projeto (Domingos sem Deus) está por vir, previsto para ser lançado em setembro ou outubro. Antes disso e de uma série de compromissos editorais firmados em outros países, Ruffato estará no Rio neste sábado, para mais uma edição de seu laboratório de vivência literária, na Estação das Letras, no Flamengo.
Já são quatro anos com esta proposta. O que, antes, eu chamaria de escrita criativa preferi renomear de laboratório de vivência literária, cujos detalhes, como o contato direto, demonstram o quanto é diferente, explica. O objetivo é estimular os participantes a produzirem textos para, no encontro, discutir e analisá-los em conjunto. Não vendo a ideia de que vou ensinar alguém a escrever, a finalidade é quem já escreve encontrar a sua voz original, diz. A partir da discussão sobre o texto existente, cada um está preparado para encontrar o seu próprio caminho.
Assim como tantos outros setores da economia da cultura, o mercado editorial está aquecido. Nas próximas semanas, Luiz Ruffato voltará a engrossar a estatística ao lançar Estive em Lisboa e lembrei de você (2009) em espanhol. Tenho uma agente na Alemanha que facilita muito estes contatos e as negociações, comenta, lembrando ainda da versão do mesmo livro, traduzido para o italiano em maio último. Escrevo em português, o que vem depois disso é sempre algo a mais. O mercado editorial brasileiro é bastante interessante, tem uma dinâmica própria. E nossa situação econômica ajuda muito.
