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Mais que um legado econômico

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Não há como negar o impacto econômico causado pela criação da Estrada União e Indústria. Construída para facilitar a comunicação com a corte, no Rio de Janeiro, e com Petrópolis, a obra possibilitou o transporte eficiente de mercadorias e pessoas entre as cidades cortadas, influenciando, anos mais tarde, na industrialização das bandas de cá. Contudo, o percurso inaugurado por Dom Pedro II e a família imperial, em 1861, deixou também uma herança cultural e artística, como será discutido hoje e amanhã, no seminário "União e Indústria: uma estrada para o futuro – legado e possibilidades", realizado no auditório do Banco do Brasil, com entrada gratuita. As inscrições, com vagas limitadas a 150 pessoas, podem ser feitas pelo telefone 3690-2027 ou diretamente no local, somente às 13h30. "Vamos retratar a estrada enquanto testemunho histórico. Um caminho que deixou não só o que restou do patrimônio material, mas também o imaterial, a culinária e o modo de viver", antecipa Douglas Fasolato, diretor-superintendente do Museu Mariano Procópio.

O objetivo do encontro é propor a criação de um museu de percurso, registrando os bens materiais remanescentes e os costumes dos povos das cidades do entorno, conforme aponta Fasolato. Para falar sobre o assunto, estará presente o museólogo, professor convidado da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT – Lisboa) e assessor Cultural do Museu da República, Mário Chagas. "Será um museu a céu aberto. Queremos que a União e Indústria se transforme em um roteiro do ponto de vista histórico, cultural e turístico. Uma opção que vai valorizar a autoestima da população e preservar os hábitos. Nossa intenção é sair das possibilidades", afirma o diretor-superintendente, adiantando que os textos apresentados neste seminário e no que foi realizado em dezembro de 2012 serão publicados posteriormente. "Temos que reverter as ações em benefício para as cidades", conta.

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Todas as quatro conferências estão previstas para esta quinta-feira. Entre os palestrantes, está Pedro Afonso Vasquez, escritor e fotógrafo, formado em Cinema pela Université de la Sorbonne, ex-diretor do Instituto Nacional de Fotografia da Funarte e curador da mostra "União e Indústria: uma estrada para o futuro", em cartaz, até 18 de maio, no Espaço Cultural dos Correios. O autor de "Revert Henry Klumb – um alemão na corte imperial brasileira" vai refletir sobre a produção do profissional que acompanhou o trajeto inaugural da estrada e de outros fotógrafos oitocentistas que se empenharam em documentar o crescimento e a modernização do Brasil.

"Quem contempla hoje as fotografias integrantes da documentação fotográfica realizada por Klumb na Estrada União e Indústria custa a acreditar que foram realizadas há um século e meio. São imagens que se situam ‘beyond the document’, facultando-nos um acesso surpreendente à realidade, ao mesmo tempo em que contribuíram para a definição de uma nova sintaxe na criação de imagens", escreveu Vasquez no catálogo que integra a mostra. A coordenadora do curso de história da Universidade Vale do Rio Doce, Patrícia Falco Genovez, e a diretora do Centro Cultural Roberto Burle Marx e ex-coordenadora de Espaços Museais do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Cláudia Maria Pinheiro Storino, também integram a lista de conferencistas. No sábado, a partir das 10h, 20 pessoas que fizeram a inscrição com antecedência poderão participar de uma visita guiada por Vasquez à exposição. O evento é promovido pela Fundação Mariano Procópio (Mapro) em parceria com a UFJF.

 

 

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SEMINÁRIO UNIÃO E INDÚSTRIA

 

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Hoje, às 13h30

Auditório Banco do Brasil (Rua Halfeld 770 – Centro)

 

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Amanhã, às 10h

Espaço Cultural dos Correios (Rua Marechal Deodoro 470)

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