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‘A vida sem arte é pouco’

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A versatilidade de Oswaldo Montenegro – ainda que já conhecida – é apontada pela crítica como o ponto forte do seu novo álbum de inéditas. De passagem impressiona pela diversidade das 12 faixas, que passeiam por diferentes gêneros essencialmente brasileiros, como baião e xaxado – influências de uma história vivida pelo país segundo o próprio músico. Além de compor e interpretar as canções, o artista assina os arranjos e se reveza nos violões, teclados, piano e instrumentos de percussão.

Saudosismo, ceticismo e rebeldia dão o tom das letras. O mundo é pequeno/O tempo é invenção, dizem os versos da melódica Velhos amigos. Já a canção De passagem, escolhida para dar título ao álbum, evidencia, de acordo com Montenegro, a temática frequente em sua obra, a impermanência. Nas rádios brasileiras e na web, os destaques vão para as faixas A vida quis assim e Eu quero ser feliz agora, tendo sido a última tema de um concurso de clipes em que o artista premiou com R$ 30 mil os vencedores.

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Agora, Montenegro lança um novo concurso na internet, o Prêmio Ana Botafogo de dança, que abrirá espaço a coreografias que tenham como trilha sonora qualquer uma das canções de De passagem. Esse concurso dá oportunidade e visibilidade a talentos da dança, de qualquer estilo e idade, premiando também com R$ 30 mil as melhores performances, explica o artista. Os interessados devem acessar o site www.oswaldomontenegro.com.br/concurso. As inscrições vão até 31 de janeiro de 2013.

Na trajetória de fôlego e inquietação, são contabilizados 40 CDs, cinco DVDs, 18 peças musicas – como Noturno e A dança dos signos, em cartaz por 19 e sete anos, respectivamente -, mais de 40 trilhas, entre outras produções em variados terrenos da arte. Os sucessos da carreira e o novo repertório concebem o show De passagem, com o qual artista pretende vir logo a Juiz de Fora, de acordo com entrevista à Tribuna.

Tribuna – Seu novo álbum, De passagem, é bastante eclético. Baião, xaxado, blues, rap. Que linha o guiou no processo de produção do disco? Como reunir tantas vertentes em um mesmo conceito?

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Oswaldo Montenegro – Fiz de forma intuitiva, como sempre faço. A quantidade de ritmos se deve ao fato de eu ser um artista brasileiro no sentido mais radical dessa palavra, que é o sentido da mistura. Morei em Minas Gerais, sou do Rio de Janeiro, convivi em Brasília com repentistas e rock’n’roll, amo blues e sou filho de seresteiros.

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– São mais de 30 anos arrebatando admiradores. Como mantém viva essa capacidade de se reinventar e surpreender o público?

– Paixão pelo que faço, pânico do tédio e uma crença forte de que a vida sem arte é pouco.

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– Seu trabalho na web vai além da divulgação de seus discos. Como surgiu a ideia de promover concursos pela internet?

– Kamila Pistori, nossa assessora de imprensa, tem bolado e trabalhado esse tipo de coisa. Tenho absoluta fé nos novos tempos e gosto do que a internet nos proporciona. Embora paradoxalmente eu seja um homem das cavernas, que nunca mandou um e-mail, entrou no Facebook ou esse tipo de coisa, nossa equipe tem feito um trabalho muito legal nas redes sociais.

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– O público de Juiz de Fora pode aguardar seu novo show De passagem?

– Em breve. Espero ir logo a Juiz de Fora com o novo show completo.

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