Ícone do site Tribuna de Minas

Pelo resgate da comida da vovó

1905597553

1905597553

1905597553
PUBLICIDADE

De 12 a 28 de abril, o juiz-forano poderá puxar a cadeira, chamar o garçom e apreciar o melhor da típica culinária de botequim em 15 estabelecimentos da cidade. Neste ano, o concurso Comida di Buteco traz dois itens tradicionais da cultura de bar: linguiça e mandioca. Pelo regulamento, os ingredientes devem, obrigatoriamente, integrar as 400 receitas dos inscritos em 16 cidades do país, em dupla ou em aparição solo. Segundo a organização, eles podem ser utilizados de qualquer forma, ainda que não sejam os ingredientes principais.

Para um dos sócios do concurso, o gastrônomo Eduardo Maya, os dois elementos traduzem o tipo de cozinha que o festival procura resgatar. "A mandioca e a linguiça, não menos importantes e atraentes por serem comuns, remetem a uma culinária voltada para as raízes, para o regional, para o típico, a comida da casa da avó, com uma sofisticação subliminar que está exatamente na sua não sofisticação."

PUBLICIDADE

 

Do tradicional ao inusitado, as combinações entre os amigos de longa data aparecem de diversas formas. No Bar do Bené, a tradição fala mais alto, e, no prato "Trio mineiro", a mandioca é acrescida do sabor e do brilho da manteiga, acompanhada de lingüiça e queijo coalho à milanesa. No Caminho da Roça, os sabores buscam inspiração no Nordeste, combinando carne-seca com o típico acompanhante da cervejinha, o bolinho de mandioca.

Já os devotos do bacon encontrarão seu templo no Bar do Abílio, bicampeão do concurso, que em sua terceira edição traz o "Água na boca", prato que combina o ingrediente com linguiça e é servido com lombo frito. O bacon também é coadjuvante do "Medalhão à moda Totonho", em que uma fina crosta frita envolve pedaços de aipim, na companhia de tiras fritas de linguiça.

Inovando, o Bar do Chinelato serve a "Dupla dinâmica", um bolinho de linguiça e tomate seco e Catupiry, que chega à mesa rodeado pelas infalíveis batatas fritas. Famoso pela aclamada porção de torresmo, o Bar do Bigode e Xororó traz um escondidinho de macaxeira recheado com linguicinha de lombo. Utilizando farinha de mandioca, a Cabana do Celinho apresenta iscas de linguado empanadas, procedimento também usado pelo Restaurante Adega Silva, em que o peixe empanado da vez é a tilápia, recheada com provolone.

PUBLICIDADE

 

Segundo a organização do concurso, todos os bares inscritos são classificados como "espontâneos", traduzindo o verdadeiro espírito do boteco: o proprietário é o administrador do espaço, e a casa comunga com a identidade de seu dono, em seu cotidiano, seu público e seu cardápio. Cada petisco criado é avaliado pelo público e por um corpo de jurados. De 0 a 10, os quesitos julgam a higiene, o atendimento, a temperatura da bebida e o petisco (que leva 70% da nota), buscando eleger o melhor estabelecimento da cidade. Na disputa, o voto do júri vale 50% e dos botequeiros, 50%. A apuração é feita em todo país pelo Instituto de Pesquisas Vox Populi.

PUBLICIDADE

Confira na galeria de imagens os pratos elaborados pelos 15 bares participantes

Sair da versão mobile