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Selo fonográfico juiz-forano estreia com lançamento de ‘Queria morar num boteco’

musica sensorial capa

(Foto: Divulgação)

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“O fato é que eu moro num apartamento. Mas queria mesmo é morar num boteco”. Os versos, que fixam na mente em poucos segundos e fazem com que muitos ouvintes se identifiquem, apresentam o samba juiz-forano em cenário nacional e internacional, junto de uma nova marca fonográfica da cidade. O selo Sensorial Centro de Cultura, lançado pelos empresários Marcelo Panisset e Amaury Linhares, planeja criar pontes entre as produções de Juiz de Fora com diversos recantos do mundo, estreando com o lançamento da canção composta pelo sambista Roger Resende.

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A regravação do samba juiz-forano foi lançada na última quarta-feira (5) e está disponível no YouTube e nas demais plataformas de streaming, como Spotify e Deezer. A faixa escrita por Roger Resende é interpretada pela paulista Joyce Cândido, artista reverenciada por Chico Buarque e reconhecida nacionalmente, com a participação do português António Zambuja, indicado ao Grammy Latino de 2017.

O lançamento do selo Sensorial ao estilo “pé na porta”, com uma produção local que ganha impulso na voz de artistas estabelecidos no cenário musical para além das fronteiras juiz-foranas, é uma estratégia calculada pelos idealizadores da empreitada. “A nossa ideia é dar um impacto grande com o lançamento, e ainda queremos fazer isso com outros artistas da cidade. Nosso foco é priorizar a música própria e artistas modernos”, define Marcelo Panisset.

O intercâmbio musical entre Juiz de Fora, São Paulo e Portugal não será exceção, segundo os idealizadores. O produtor Amaury Linhares garante que o diálogo entre centros musicais geograficamente distantes é um princípio que vai nortear a produção musical do Sensorial. “A ideia é conectar o mundo, porque hoje o mundo é tão pequeno. Conectar os músicos de Juiz de Fora com gente de tudo quanto é lugar. Porque a arte não tem fronteira”, explica Linhares.

“Espero que outros tenham essa oportunidade”

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A iniciativa do Sensorial foi celebrada pelo músico Roger Resende. Figura marcante do samba juiz-forano e conhecedor dos talentos locais, o artista acredita que o selo abre caminhos para compositores da cidade se mostrarem para o mundo. “Vejo com bons olhos essa proposta do Sensorial, tendo em vista que Juiz de Fora tem uma gama de ótimos compositores que atuam em diversos gêneros musicais com muita qualidade”, afirma.

A regravação de “Queria morar num boteco” também é vista por Roger Resende como um canal que amplia a visibilidade do trabalho realizado por ele. “Ter uma música gravada por outros intérpretes é sempre uma forma de dar visibilidade a esse ofício que muitas vezes é árduo e demorado para se chegar a um bom resultado. Espero que outros compositores de Juiz de Fora tenham essa oportunidade também e que suas obras possam ter um alcance de público cada vez maior”, projeta.

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Complexo artístico

Em conjunto com o selo fonográfico, o projeto do centro de cultura vai além da produção de artistas já estabelecidos, alcançando também a formação de profissionais em diferentes ramos artísticos. Isso acontecerá no complexo do Sensorial Centro de Cultura, estrutura de quatro andares erguida no Bairro Aeroporto, na Cidade Alta. O projeto vai oferecer formações em ramos como o musical, o teatral e o gastronômico, além de também conter um estúdio de gravação próprio e espaço para shows e outras apresentações artísticas.

“O complexo está praticamente pronto, nós só estamos esperando a pandemia passar para inaugurar. A obra, em si, tem quatro anos. Mas o projeto foi elaborado há cerca de cinco anos”, conta Marcelo Panisset. Para o produtor Amaury Linhares, o complexo vai auxiliar na exposição dos talentos abundantes da cidade. “Tem muita coisa boa acontecendo em Juiz de Fora, como sempre aconteceu”, resume.

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