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Maneva celebra 20 anos de carreira em show no Festival de Inverno de Juiz de Fora

Maneva celebra 20 anos de carreira em show no Festival de Inverno de Juiz de Fora
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Uma das atrações do Festival de Inverno deste ano, Maneva desembarca em Juiz de Fora nesta sexta-feira (10) com a turnê que celebra os 20 anos de carreira da banda. O show integra o projeto “Maneva 20 anos, Origem”, criado a partir do desejo de revisitar a própria trajetória e dialoga com o álbum autoral “Origens”, lançado em 2024.

No repertório, o grupo reúne músicas que marcaram diferentes fases da carreira, como “Saudades do tempo”, “Pisando descalço” e “Seja para mim”, além de canções inéditas. Formado por Tales de Polli, Felipe Sousa, Fernando Gato, Diego Andrade e Fabinho Araújo, Maneva afirma viver um momento de amadurecimento e renovação, sem se afastar da essência que marcou sua relação com o público.

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Em entrevista à Tribuna, a banda falou sobre a longevidade no reggae brasileiro, a importância de manter vínculo com as próprias origens, a renovação de público e a relação com Juiz de Fora. “Porque a origem é o que sustenta tudo”, resumem os integrantes.

Além do Maneva, o Festival de Inverno, realizado no Estacionamento do Shopping Jardim Norte, recebe, ainda na sexta-feira, Marcelo Falcão e Detonautas. No sábado (11), sobem ao palco Vanessa da Mata, Zé Ramalho e 3Dias. Os ingressos seguem à venda pela Central dos Eventos.

Maneva apresenta canções do começo da carreira, além das lançadas no último trabalho, ‘Origens’ (Foto: Pablo Grotto/ Divulgação)

Tribuna: 20 anos de carreira. Olhando lá para o começo, o que vocês acham que foi essencial para garantir essa longevidade da banda?
Maneva: A gente acredita que o principal foi nunca perder o propósito. Desde o começo, nossa música sempre nasceu de forma muito verdadeira, falando sobre amor, amizade, espiritualidade, autoconhecimento e tudo aquilo que faz parte da vida. Além disso, construímos uma relação muito próxima com o público. O Maneva cresceu junto com as pessoas que nos acompanham e isso criou uma conexão muito forte. Claro que também existe muito trabalho, dedicação e respeito pela nossa história.

O último álbum de vocês, “Origem”, já tinha uma relação com o retorno ao começo de tudo. Por que é tão importante não se esquecer de onde veio? E como isso tem relação com a música de vocês?
Porque a origem é o que sustenta tudo. Quando a gente olha para trás, lembra dos primeiros ensaios, dos shows pequenos, dos desafios e dos sonhos que tinham lá no início. Isso mantém os nossos pés no chão e faz com que a gente valorize cada conquista. Musicalmente também é assim. A gente gosta de evoluir, experimentar e trazer novas influências, mas sem abrir mão da essência que fez as pessoas se identificarem com o Maneva.

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E isso tem muito a ver com a turnê de 20 anos, que é também olhar pra toda essa trajetória. Como tem sido rodar o Brasil com essa turnê?
Tem sido muito emocionante. Cada cidade acaba virando um encontro de histórias. Tem gente que acompanha a banda desde o primeiro disco e hoje leva os filhos para os shows. Ao mesmo tempo, encontramos um público mais jovem que acabou de descobrir nossas músicas. Essa mistura é muito bonita e faz essa turnê ser ainda mais especial. É uma celebração da nossa caminhada, mas também do carinho que recebemos ao longo desses 20 anos.

Os números de vocês realmente são impressionantes. O que vocês fizeram para que houvesse renovação de público?
A gente nunca fez música pensando em algoritmo ou em tendência. Sempre acreditamos que uma boa canção encontra seu caminho. Acho que essa renovação aconteceu de forma muito natural. As plataformas digitais ajudaram bastante, as pessoas compartilham as músicas, indicam para amigos e familiares, e isso faz com que novas gerações conheçam o nosso trabalho. O mais bonito é perceber que nossas mensagens continuam fazendo sentido para públicos de diferentes idades.

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Ao mesmo tempo, como fazem pra não ser impactados com tanta exigência na música hoje em dia (de viralizar, as redes sociais, músicas rápidas…)? Ou vocês, de alguma forma, incorporam?
A gente entende que o mercado mudou e procura acompanhar essas transformações, mas sem deixar que isso dite o nosso processo criativo. As redes sociais são uma ferramenta importante para aproximar a banda do público, e gostamos dessa troca. Mas, na hora de compor, seguimos acreditando que a música precisa nascer de forma honesta. Se ela emocionar alguém, já cumpriu o seu papel. O restante acaba sendo consequência.

Sobre o futuro, o que têm pensado para depois dessa turnê? Têm algum projeto em andamento?
A gente nunca para de criar. Mesmo vivendo intensamente a turnê, já existem ideias sendo desenvolvidas para os próximos lançamentos. Ainda é cedo para revelar detalhes, mas podem esperar músicas inéditas e novidades. O Maneva está sempre olhando para frente, sem perder a essência que nos trouxe até aqui. Lançamos recentemente nosso novo EP “Reggae Sua Fé” e estamos focados trabalhando ele.

Vocês sempre vêm a Juiz de Fora. O que o público daqui representa pra vocês?
Juiz de Fora sempre nos recebe de braços abertos. É uma cidade que tem uma energia muito boa e onde a gente se sente em casa. Toda vez que voltamos, encontramos um público muito participativo, que canta do começo ao fim e faz o show acontecer junto com a gente. É uma alegria enorme poder reencontrar essa galera.

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Serviço 
Festival de Inverno
Sexta (10) e sábado (11), às 18h (abertura dos portões)
No Estacionamento do Shopping Jardim Norte (Avenida Brasil 6345 – Mariano Procópio)
Classificação: 18 anos

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