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Em vez de TV, teatro para a meninada

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As férias de julho podem ser de pura diversão. É o que promete a programação da 2º Mostra de Teatro Infantil, que começa nesta quarta-feira (9) e segue até o dia 21 de julho, com espetáculos no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas e Teatro Academia. No total, são nove peças, sendo duas inéditas em Juiz de Fora e sete reapresentações, além de bazar com materiais e objetos cenográficos. Os ingressos, comprados antecipadamente, custam R$ 7 no trailer montado no Parque Halfeld. "Aquela criança antiga que tinha experiência teatral no catecismo e na escola está sumindo. No lugar dela, uma nova está nascendo, fruto da tecnologia e da TV. O que devemos fazer em termos de teatro infantil para atraí-la?", indaga o diretor do Grupo Divulgação, José Luiz Ribeiro, homenageado desta edição e convidado para abrir o evento, com a palestra "Teatro infantil: a semente do espectador." O bate-papo está marcado para esta quarta, às 19h, no CCBM. "O teatro infantil é um jogo, e a gente tem que captar o que a criança quer jogar", completa Ribeiro, que, em novembro, comemora 50 anos de dedicação aos palcos.

"Nosso objetivo é tentar resgatar a meninada, pensando na formação de público para o teatro adulto. Percebemos, nos últimos anos, que o público infantil vem diminuindo consideravelmente. Com o teatro, as emoções acontecem ao vivo e deixam uma lembrança contagiante na memória emotiva das crianças, despertando nelas a vontade de voltar", comenta Cristiano Fernandes, presidente da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Juiz de Fora (Apac), instituição responsável pela mostra. "José Luiz è referência na área, sempre se dedicou ao teatro infantil, montando espetáculos para esse espectador todo ano. Por isso, nada mais justo do que homenageá-lo."

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O "É folclore", da Cia. Ao vivo – Contadores de Histórias, será o primeiro espetáculo da maratona infantil. Em cena, a trama do menino Chico que, ainda pequeno, foi encontrado próximo ao Rio São Francisco. Cantigas, brincadeiras, danças, contos, causos e cirandas ajudarão a contar esta história, levada para o Teatro Academia, no dia 11 de julho, às 19h. A produção, direção e autoria do texto é de Luciane dos Reis. Também passará por lá "A cigarra e a formiga", do Mise-en-scène. O grupo juiz-forano falará sobre o verdadeiro valor da amizade, através de um clássico da literatura.

Estreando, não só na mostra, mas nos palcos juiz-foranos, o jovem grupo Fuxicos é o responsável pelo inédito "Fuxicando histórias." Para a apresentação, no dia 14 de julho, no CCBM, a trupe fará contação de histórias, animada por bonecos e fantoches. E se você ainda quiser saber onde a história vive depois que ela nasce, por onde ela passa até fazer morada na boca de quem conta, e para onde ela vai depois que acaba, basta assistir à montagem da Cia Girolê, de Barbacena. Na peça "Retalhos de estrela", encenada pela primeira vez por aqui, o grupo lançará mão de um repertório que não decepcionará a criançada, no próximo dia 21 de julho, no CCBM: textos de Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Manoel de Barros e Rubem Alves.

"Palhaço Rosquinha em: Hoje tem alegria" e "Palhaço Rosquinha em: o sonho do palhaço", ambas da Cia. Pédepalhaço, "Chapeuzinho Vermelho", da Mise-en-scène, "Vagaluz", da Ao vivo Contadores de histórias, e "Ratinho Tatá em: histórias de bonecas", do Teatrando, engrossam a lista de peças no CCBM. Este último acabou de retornar do VIII Festival de Tetro de São João Nepomuceno – Nepopo Festivão, onde abocanhou os prêmios de melhor direção, melhor atriz infantil, melhor espetáculo e melhor maquiagem.

Para o público adulto, a novidade é o Bazar Teatral, realizado nos dias 13 e 14 de julho, entre 10h e 16h, no CCBM. É um momento de as companhias comprarem e venderem materiais de cenário, figurinos e adereços. "Com a exposição, poderão ver o que o outro tem, adquirindo o que mais lhe interessar. Sem contar que é aberto à população", afirma Cristiano Fernandes.

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