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Imbapê lança ‘Bicho solto’, seu primeiro EP

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Primeiro EP de Imbapê conta com participações de Laura Jannuzzi, Alice e Dona Chapa (Foto: Marcella Calixto)
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Um ano depois de se tornar, oficialmente, Imbapê, com o lançamento do single “Pisciano”, o cantor e compositor Lucas Barbosa reafirma sua identidade expondo para o mundo seu primeiro EP, “Bicho solto”, disponível nas plataformas digitais nesta sexta-feira (10). Com quatro canções, o álbum foi produzido por Muxima e Imani para o selo Sensorial Centro de Cultura. Nele, Imbapê aposta em novas roupagens para músicas já conhecidas na cena juiz-forana e mostra, também, seu lado compositor.

A ideia de fazer um EP surgiu a partir do momento em que a cantora e compositora Laura Jannuzzi compôs “Pisciano”, feita como um presente para Imbapê no carnaval de 2019. A partir da sonoridade e da mensagem que ela trazia, foi possível começar a idealizar um projeto com uma identidade sonora. E lançá-la como single fazia sentido, porque, ao mesmo tempo que apresentava Imbapê, mostrava a essência de Barbosa. “Pisciano” ainda ganhou um clipe, disponível no YouTube.

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O segundo single lançado foi “As paquitas”, uma composição do próprio artista feita depois de se deparar com a realidade nas favelas do Rio de Janeiro, trazendo um tom crítico e político. Para a gravação, ele convidou a rapper juiz-forana Dona Chapa. Sem abandonar o pop, “As paquitas” ainda traz referências ao punk.

Outra música que entrou naturalmente no EP foi “A nova”, música que já tinha sido lançada por Laura em seu primeiro disco, “Ondes”. “Eu sempre falava com a Laura que tinha vontade de regravá-la. A letra sempre me cativou muito. Mas, quando eu ouvia, pensava em trazer uma outra roupagem, mais pop e dançante.” Em seu trabalho, Imbapê insere referências do funk, da dance music e da swingueira (pagode baiano).

Por fim, veio “Coroação”: música também de Laura, em parceria com Alice e Ravisc, que já fazia parte das apresentações do projeto Fogo no Baile, idealizado pelas bandas Mauloa e Tata Chama e as Inflamáveis. Laura e Alice participam da faixa, assim como do visualizer, gravado no Cine-Theatro Central e lançado no YouTube do artista. “Eu senti que ela vinha para coroar esse trabalho, sendo a última música mesmo, para trazer essa coroação final”, explica.

Pop, dançante e percussivo

A vontade de Imbapê era a de que as músicas de “Bicho solto” conversassem entre si, assim como os outros produtos audiovisuais lançados. “A gente se preocupou muito com isso: fazer um produto em conjunto, para trazer uma identidade sonora. Eu tinha algumas referências do que eu queria sonoramente: trabalhar com ritmos periféricos, mas também alinhado ao pop, ser muito percussivo, e eu queria imprimir isso em todas as músicas”, diz.

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“O Imbapê é mais profissional”

De acordo com o músico, não foi só o nome que mudou, a forma como ele enxerga seu trabalho também acabou se alterando. “Quando cria-se a ideia do que seria o Imbapê, tudo vem muito mais claro justamente por eu já ter tido a experiência como Barbosa. E mudou muito essa maneira como eu enxergo a música, entender que não é só fazer arte, mas é necessário trabalhar com ela, pensar em como viver dela e fazê-la chegar aonde quer que chegue. O Imbapê torna-se mais profissional.” Agora, ele parte para planejar o show de “Bicho solto”, com banda, DJ e dançarinos. Enquanto isso, quer expandir seu alcance: “Fazer com que o bicho solto fique mais solto ainda e chegue ao mundo”, brinca.

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