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Brinde artesanal

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Antuerpia segue receita alemã exclusiva

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Há quem torça o nariz para elas, dizendo que as cervejas artesanais são somente um modismo, resultado de mais um choque do #raiogourmetizador. Existe também quem, por outro lado, dispense as tradicionalmente encontradas em bares, normalmente sob a justificativa de que são feitas “de milho”- cereal não-maltado usado em larga escala pela indústria na produção nacional. Independentemente do que se pensa a respeito delas, as cervejas artesanais são um mercado em ampla expansão. Só em Juiz de Fora, que vem sendo reconhecida como polo pela qualidade de sua produção, as cervejas especiais movimentaram cerca de R$ 3,2 milhões em 2014, conforme pesquisa realizada pelo Sebrae e publicada em setembro do ano passado. Ainda conforme o serviço, a produção anual estimada do setor é de 350 mil litros em terras juiz-foranas.

No próximo sábado, dia 16, quem tiver interesse em conhecer algumas das marcas produzidas em Juiz de Fora terá uma boa oportunidade no 1º Biergarten Abrasel, que vai acontecer na praça do Bom Pastor, de meio-dia as 20h, com entrada franca. De origem alemã, biergarten representa áreas comuns tradicionais na Alemanha, ao ar livre e com árvores, onde se reúnem amigos ou famílias para almoços, conversas, piqueniques, sempre acompanhados por boas cervejas.

No evento, mais de dez rótulos de cerveja poderão ser degustados, entre eles: Antuerpia, Arthorius, Mr. Tugas, Barbante, Profana e Timboo, além das marcas comercializadas pela distribuidora Beerthoven, especializada neste tipo de bebida. Paralelamente à programação “cervejeira” com devida harmonização gastronômica feita pela Das Haus Comedoria e pela Timboo, o Biergarten terá show da ZonaBlue para os adeptos do pop rock (14h30), apresentação do grupo de dança típico alemão Schmerterling (16h) e concurso de chope a metro (17h).

Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Zona da Mata, Marcos Miranda, o evento pretende mostrar a existência de um movimento de cervejeiros em Juiz de Fora, sob diversos pontos de vista. “Há uma cadeia produtiva envolvida neste mercado que cria empregos, fomenta um turismo específico na cidade e resgata uma das identidades culturais de Juiz de Fora, porque aqui, a produção e o consumo destas cervejas cresceu muito espontaneamente.” Ainda de acordo com o diretor, também há a intenção de dar visibilidade à produção local para o público local, já que algumas marcas já são estabelecidas fora da cidade, mas muitos juiz-foranos as desconhecem. “Isso ajuda o cervejeiro, que terá seu produto reconhecido aqui, e aumenta a autoestima da cidade ao ver a qualidade das cervejas feitas aqui”, opina ele.

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Marcos aponta, ainda, que o Biergarten defende um consumo mais consciente de bebida alcoólica, que possa agregar pessoas. “A ideia é: ‘beba menos, beba melhor’, dada a qualidade destes produtos. Queremos mostrar a cerveja não pelos danos de seu consumo excessivo, mas pelo seu poder como amálgama social, em um programa que reúne famílias e amigos.”

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‘Mas qual é a diferença?’

Apesar de a difusão do assunto ter “formado” vários experts de botequim, muitas pessoas não sabem das diferenças entre as cervejas especiais e aquelas que sempre encontramos com facilidade em bares e supermercados. Segundo o sommelier de cervejas Beethoven de Paula, formado pela Academia Sommelier de Cerveja de Belo Horizonte, o principal traço de distinção entre as cervejas artesanais e as tradicionais está na utilização do malte. “Todas as cervejas especiais, nacionais ou especializadas, são puro malte. Algumas tradicionais também são, mas são poucas. A indústria destas cervejas usa cereais não maltados em sua composição, o que altera o sabor, a textura e o aroma da bebida. As artesanais têm aroma e sabor mais intensos do tipo de malte utilizado e do lúpulo escolhido, além de usar os mais variados condimentos”, explica ele, ressaltando que a condimentação pode ser feita com frutas, pimentas e especiarias. Veja no site da Tribuna (www.tribunademinas.com.br) o vídeo com detalhes sobre a degustação de cervejas especiais.

Beethoven também desmitifica um dos grandes tabus das mesas de boteco em relação ao momento de degustação da bebida: colarinho ou não, eis a questão. “Tem que ter sim. A finalidade do colarinho é manter a temperatura da bebida, e é por isso também que o ideal é consumir em copos em que a boca vá se estreitando, para ajudar nesta manutenção. Algumas variedades produzem menos espuma que outras”, observa o sommelier, acrescentando que cada tipo de cerveja requer uma temperatura específica de consumo. “O hábito do brasileiro de tomá-la muito gelada faz com que se perca o sabor.”

Outro mito que Beethoven faz cair por terra é o de que cerveja só combina com alguns tipos de alimentos, como carnes e porções fritas, comuns nos bares. “Como há variedades incontáveis de cervejas especiais, há as que harmonizam melhor com massas, outras com peixes, e algumas com doces. Certas ‘stouts’, variedade de cerveja especial escura, são uma combinação perfeita com chocolate meio-amargo. Além disso, as cervejas artesanais são bem democráticas, pois certamente há uma para cada tipo de paladar, ou, pelo menos, muito mais opções do que existe entre as mais comercializadas”, finaliza.

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1º BIERGARTEN

Degustação, harmonização, concurso de chope a metro e shows do ZonaBlue (14h30) e Schmerterling (16h)

16 de maio, de meio-dia as 20h

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Praça do Bairro Bom Pastor

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