Juiz de Fora foi o palco em que Nayara Borges, 25 anos, passou a acreditar ainda mais no seu potencial musical. Os primeiros passos foram dados quando criança, durante as aulas de instrumentos de sopro. O canto, ela começou a exercitar em 2005. Minha primeira apresentação foi no Cultural Bar, onde todos os músicos se conhecem e se identificam com o estilo e com o lugar em que sonham se apresentar, conta a cantora, nascida em Lima Duarte. Amorosa e prática, como ela própria se identifica, Nayara tem na natureza seu passatempo predileto. Adoro banhos de cachoeira e passeios com meus cachorros. Entre os projetos, está a retomada da agenda de shows aqui na cidade com o Nayara Borges e trio, e investir na banda de baile, Kamikaze.
Atualmente, ela trabalha em cima do lançamento de um CD demo. Gênero? Música brasileira principalmente, tudo que faço com gosto vira meu estilo, diz a artista, que toca clarinete, flauta, saxofone, se arrisca no violão e, de quebra, se aproximou do clavier. Em 2013, ela voou para Alemanha para fazer cursos de canto clássico e de jazz. Teve uma professora portuguesa e outra alemã. Foi uma experiência maravilhosa.
De acordo com Nayara, viver exclusivamente da arte é um projeto. O trabalho com a música não preenche todo meu tempo. Pelo menos não agora, e eu não gosto de ócio, afirma, opinando sobre o atual cenário musical do país. O caminho que a música brasileira vem tomando e como vem sendo reconhecida, nacional e internacionalmente, me deixam irritada. Fico incomodada de saber que hoje, numa escola, as crianças não ouvem mais ‘Aquarela’, de Vinicius de Moraes como eu ouvia. O acesso à nossa música, aquela que me preserva e cria positivamente nossa identidade, vem sendo deixado de lado em detrimento de produções mais comerciais que artísticas.
Escritor
Erico Verissimo
Adoro a sua simplicidade e seu sarcasmo ao tratar de temas importantes na História do Brasil e ao criticar a sociedade brasileira, sem perder o lado lúdico
Filme
Frida Kahlo (2003), de Julie Taymor
Sou apaixonada, antes de tudo, pela história dessa artista: mulher, latino-americana e feminista. Sua coragem, seu talento e sua determinação servem de exemplo e inspiração para mim. Também gosto muito da fotografia do filme, muito ligada às cores usadas por Frida em sua obra
Cineasta
Pedro Almodóvar
Gosto da maneira como ele trabalha o humor, sempre aliado a uma crítica social. A forma como investiga o homem, que me espanta sempre
DVD
Vanessa da Mata Multishow ao vivo
Tudo nesse show me agrada: o talento da cantora e compositora, o cenário, a cidade escolhida para ser palco (Paraty-RJ), o repertório e os músicos. Tudo se casa harmoniosamente
Blog
cronicasempretensao.blogspot.com.br
Gosto da profundidade com que Cris Ramos tece sua escrita
Vídeo na internet
Popularlibros.com – Book, disponível em www.youtube.com/watch?v=iwPj0qgvfIs
Mostra o fantástico presente em coisas tão simples, que vêm sendo substituídas ou perdidas por uma sociedade voltada para o consumo cego
Música
Quase um segundo, de Herbert Vianna
Música, para mim, está ligada ao momento, ao meu estado de espírito. Por isso, agora, cito Quase um segundo, de Herbert Vianna, na voz de Cazuza. Desejos mais sutis de alma. Pode ser que amanhã seja outra
