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Uma profusão de estilos

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Com a proposta de servir de palco a atrações nacionalmente conhecidas, a temporada 2012 do Privilège começa com o resultado de uma experiência sonora que deu em samba. Enquanto bandas como Sargento Pimenta e Toca Raul elegeram seus expoentes do rock para carnavalizar e seguir animando todo o país ao longo do ano, a banda carioca Santa Clara volta sua atenção para o filho do sambalanço, Jorge Ben Jor. O título não foge à regra. Santa Clara, além de integrar uma canção do Jorge, já estava em nossas vidas quando tínhamos outra banda em 2006 e 2007. Somos devotos, dispara o violonista Rodrigo Lampreia, referindo-se ao também violonista Beto Landau, seu parceiro no projeto, que está de volta a Juiz de Fora hoje. Alan Coutinho e Juninho Duvale (percussão), Fofão (cavaco), Marcos Maia (baixo), Rodrigo Munhoz (sax) e Dudu Lessa (bateria) completam o time.

Além de retomar lugar de destaque na programação musical da cidade, a Santa Clara inaugura a festa We love Rio, cuja homenageada está na cara. Por isso, Lampreia garante versões para sucessos de Tim Maia, Roberto Carlos, Seu Jorge, Marisa Monte, Lulu Santos, além de sambas antigos e, acredite, pagode, segundo ele, a febre dos anos 90. Uma roda de samba pop: a melhor maneira de definir o sambalanço do Santa Clara, resume o violonista, mundialmente conhecido a partir de uma canja de ninguém menos que Amy Winehouse em Londres em meados 2010. Estava em carreira solo, morando lá (Londres), e, de repente, numa casa de jazz onde eu me apresentava, ela entrou e cantou ‘Garota de Ipanema e outros hits das antigas, conta Lampreia, afirmando que guarda até uma foto para provar.

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Os músicos anunciam ainda a autoral Carol ou Clarisse, gravada recentemente com a participação da cantora Mart’nália. De acordo com o site da rádio MPB FM (90,3), em menos de dez dias, a música ficou entre as dez mais pedidas do Rio. Assim que concluímos a composição de ‘Carol ou Clarisse’, entrei em contato com Mart’nália, através de sua empresária, pois a letra tem a onda dela, um samba meio bossa nova, comenta Rodrigo Lampreia. Outras canções próprias, como Passarela e RJ, estão escaladas. Das mais nostálgicas, figuram Como é grande meu amor por você, de Roberto Carlos, e A voz do morro, do Zé Keti.

Nascido no carnaval de 2011, em formato antigo e original, criado nos sambas do subúrbio carioca, o grupo se apresentava em volta de mesas, no meio do público. Receita que, de acordo com Rodrigo Lampreia, atraiu cabrochas e malandros para o seu reduto. A emoção tomava conta do lugar, e não era difícil ver lágrimas de choro se misturarem a gotas de suor. Precisava estar lá para ver e sentir, aponta o músico, lembrando de shows realizados em diversas cidades do país, além de uma curta turnê na Europa em 2011.

Entretanto, é com o sotaque do Rio que a dupla frontman do projeto se apoia para carnavalizar a música popular brasileira. Em breve, a Santa Clara poderá ser conferida em DVD, como adianta Lampreia, sem dar detalhes de quando e onde será a gravação.

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SANTA CLARA

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Hoje, às 23h

Privilège

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(Rua Eng. Gentil Forn 1.000)

3257-5600

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