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Primeiro Plano retorna ao Cinema Alameda e estreia Encontro de Animação

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O Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades começa nesta segunda-feira (9) com novidades: o retorno ao Cinema Alameda e a realização do Encontro de Animação. Além disso, a edição deste ano conta com uma homenagem a Toninho Dutra na solenidade de abertura e a exibição do primeiro longa de animação dirigido por uma mulher negra no circuito nacional. A programação se estende até sábado (14) e a entrada é gratuita todos os dias. Os horários e dias de exibição dos filmes que irão compor a programação do festival estão disponíveis no site do Primeiro Plano.

Para a diretora de comunicação do Primeiro Plano, Marília Lima, voltar para o Cinema Alameda representa retomar um espaço importante e que faz parte da história construída pelo festival ao longo dos anos. Além de contribuir com a formação do público que frequenta as salas, ela espera que os espectadores tenham acesso, a partir da curadoria, a uma diversidade de narrativas e estilos cinematográficos, desde documentários a filmes de ficção e animação. “Também trazemos uma diversidade no modo de contar uma história, com filmes mais experimentais e também aqueles mais narrativos, mas que tratam de histórias importantes para discutir temas como representatividade, identidade e política”, destaca. 

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Foto: Divulgação

Neste ano, entre os filmes selecionados, há a predominância dos que trazem temas relacionados à identidade, abrangendo debates de gênero, sexualidade, questões de classe e raça — o que também dialoga com tendências do que está sendo produzido em nível nacional. O festival, vale lembrar, é voltado para trabalhos de estreia. “Normalmente são diretores muito jovens que exibem seus filmes aqui. Percebemos que eles têm a oportunidade de trazer temas que fazem parte de seu cotidiano e que fazem esse diálogo com temas presentes na sociedade de hoje”, completa. Em sua perspectiva, a curadoria serve para valorizar esses filmes que costumam ficar de fora de grandes festivais e proporcionar debates com as perspectivas que apresentam. 

Outro destaque da edição deste ano é o Encontro de Animação, que acontecerá pela primeira vez. “Vamos debater sobre o mercado e o trabalho de produção e animação no Brasil”, destaca. Uma programação que inclua esse tipo de discussão, em sua perspectiva, também permite um diálogo com o mercado de cinema para além de Juiz de Fora e uma troca com profissionais de referência. “Isso é muito importante, porque temos cursos de audiovisual tanto no IAD quanto no curso de Comunicação. Isso ajuda quem está estudando aqui a conhecer outros formatos de cinema e outras produções, e também entrar em contato com os realizadores”, explica ela. 

Abertura com homenagem e exibições

A abertura do festival acontece no Teatro Municipal Paschoal Carlos Magno, às 20h, com uma homenagem a Toninho Dutra, ator, dramaturgo, produtor e antigo superintendente da Funalfa. Parte de sua trajetória nos palcos e nos bastidores será destacada na ocasião. 

Em seguida, serão exibidos dois curtas diretamente relacionados ao festival: a animação “O quarto no fim do corredor”, de Julia Baltar, e “Casa dos anjos”, de Vinicius Maia Pereira. Esse primeiro curta foi feito a partir de modelagem 3D e é resultado da Oficina de Roteiro realizada durante a edição do Primeiro Plano de 2025. O segundo é do diretor que venceu o prêmio Incentivo Primeiro Plano com “Cor-de-rosa” e recebeu como premiação recursos e apoios para produzir um novo filme. 

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Por fim, será exibido o primeiro longa de animação dirigido por uma mulher negra a entrar no circuito nacional. O filme “Ana, en passant”, de Fernanda Salgado, recebeu o prêmio de filme longa-metragem no 59º Festival de Brasília.  

Além das exibições

O Primeiro Plano também conta com oficinas temáticas, debates com realizadores e a Sessão Lanterninha, aberta a todo o público e que leva crianças de escolas públicas da cidade para assistir a filmes do festival. “Espero que o público, a partir do festival, possa se imergir nesse universo do cinema e do formato de curta-metragem. Queremos ampliar e conseguir fazer uma formação de público do cinema brasileiro, mineiro, juiz-forano e também sul-americano”, destaca Marília.

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