Foram apresentados ontem, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), os candidatos às cadeiras da sociedade civil no Conselho Municipal de Cultura (Concult). Esse ano, 15 pessoas se apresentaram para preencher as dez cadeiras (uma para cada área), além de outras dez para suplência. A eleição será realizada amanhã, das 9h às 18h, no CCBM. No audiovisual, Alexei Divino espera renovar sua representação. Para representar o carnaval, está inscrita Maria das Graças de Castro; e para a cultura popular, Reginaldo Barbosa da Silva. Na área da música, Roger Resende, então suplente de Fred Fonseca, disputa com Marcelo de Castro Silva. Para defender o patrimônio material e imaterial, concorrem Yussef Daibert Salomão de Campos e Raphaela Maciel Corrêa. Na área das etnias, disputam a cadeira André Luis Brasilino e Maria da Conceição dos Santos. E, para representar as entidades privadas, candidataram-se a Associação de Produtores de Artes Cênicas de Juiz de Fora (Apac – JF) e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB – Núcleo de Juiz de Fora).
A área mais concorrida dessa eleição é a de artes cênicas, disputada por Alice Mayer, Guy Schmidt, Cintia Brugiolo e Tiago Fortuna. A literatura e as artes plásticas não apresentaram candidatos. De acordo com o regimento interno do Concult, não havendo candidato inscrito para representante da área, os demais conselheiros eleitos da sociedade civil formalizarão convite a um dos eleitores inscritos. Segundo Jorge Sanglard, atual representante da classe literária, alguns escritores esqueceram-se de se inscrever, mas isso não quer dizer que não há uma baixa mobilização. O pessoal da cultura só aparece quando tem Lei Murilo Mendes. Temos poucos artistas que põem a cara para bater, dando sua contribuição voluntária, diz, apontando que a literatura é uma área tradicional na história artística da cidade e a mais concorrida na lei de incentivo municipal.
