Também na leva do Zero Grau 2011, a videoartista paulista Carol Nogueira vai compartilhar sua experiência em produções para TV e publicidade, por meio de uma videoperformance denominada Opanak, que significa sapato em sérvio. Desenvolvi este trabalho quando morei na Sérvia e na Eslovênia em 2010, pois percebi que a cultura do calçado, típico da região, estava se perdendo, explica. Pequei o sapato, pintei de rosa e o enfeitei. Então comecei a fotografar e filmar com ele em vários lugares do mundo, como num aeroporto da França, em São Paulo e no Ceará, cita Carol, que, por impossibilidade de agenda, não poderá vir, mas enviará três videoinstalações do referente trabalho a Juiz de Fora.
A esta altura, certamente, Ciça Lucchesi e Pedro Paiva já estarão conectados via improviso, como deve ser. A única coisa que eu sei é o que ouvi das cerca de 300 projeções abstratas dela, que casam com um repertório tradicional da música japonesa, de repente, para um primeiro momento. O negócio será colocar uma venda nos olhos, sacar o sensorial, sem regra preestabelecida, garante Pedro.
Na mesma via, Ciça antecipou que, se um primeiro momento seria o do nascimento de uma jam session, o segundo só poderia ser o do desdobramento. Trabalho como se fosse parasita da música, faço vídeo para show, me apresento em situações ao vivo. Não tem história para contar, basta explorar a imagem, que flerta com o som, finaliza.
